Compartilhar matéria
O Dia do Imigrante é comemorado nesta quinta-feira (25) no Brasil, e a educação tem um papel decisivo no combate à xenofobia e no acolhimento de quem migra.
Para ajudar no ensino do português e no direito dos migrantes de recomeçar, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) conta com um laboratório que tem, entre as atividades, aulas gratuitas de português.
O Curso de Português para Migrantes, Refugiados e Apátridas é uma iniciativa voltada ao ensino do português como uma língua de acolhimento, à comunicação intercultural e ao fortalecimento do acesso a direitos.
Leia mais
- Veja quais são as escolas com melhores desempenhos no Enem 2025
- Inclusão digital vira oportunidades em comunidades rurais amazônicas
- MEC publica desempenho de escolas no Enem de 2025; saiba como consultar
A edição que está em andamento tem 30 estudantes, começou em abril e vai até outubro.
As aulas são gratuitas e presenciais e ocorrem aos sábados, das 9h às 13h, no Anfiteatro Flávio da Fonseca, do Campus São Paulo da Unifesp, localizado na Vila Clementino, na zona sul da capital.
Segundo a Unifesp, foram mais de 80 inscrições, com pessoas de 21 nacionalidades, provenientes de países da África, América Latina, Oriente Médio e Ásia.
O curso é uma das iniciativas do Liminar (Laboratório de Investigação, Ensino e Extensão em Migração, Nação e Região de Fronteira), vinculado ao Departamento de Ciências Sociais da Unifesp.
O coordenador do Liminar afirma que a proposta do projeto é contribuir para o debate contra a xenofobia e discutir os obstáculos vividos por migrantes no acesso ao trabalho, à educação, à moradia, aos serviços públicos e à participação social.
“O curso e as demais ações do laboratório convocam a pensar o papel da universidade pública na construção de respostas à questão das migrações, buscando fortalecer vínculos entre universidade e comunidades migrantes por meio da extensão universitária como promotora de inclusão, interculturalidade e direitos humanos”, diz José Lindomar Coelho Albuquerque.
Criado a partir da articulação entre estudantes, docentes e pesquisadores, o laboratório combina outras atividades acadêmicas, culturais e sociais.
Além do ensino de português, a Unifesp promove seminários que discutem migrações contemporâneas e a valorização das trajetórias dos migrantes.
TópicosIdiomasRefugiadosUniversidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por mariagiacomelli



