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O Dia Internacional do Orgulho LGBT+ é celebrado neste domingo (28) e, no mundo da música, diversos artistas fizeram história e trouxeram visibilidade para a comunidade ao longo dos anos, inspirando, defendendo e conquistando espaço nos palcos.
Para celebrar este momento, a CNN Brasil fez uma lista com 10 ícones LGBT+ que inspiraram milhares de outros artistas a dar continuidade a essa jornada em busca de representatividade e igualdade de gênero. Confira:
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1. Freddy Mercury
A lista não poderia começar sem ele. Considerado um dos maiores ícones do rock, Freddy Mercury tinha uma voz poderosa e uma personalidade única. Em relação à sua sexualidade, Freddy nunca colocou ou estipulou um rótulo, mas seu comportamento era livre e barulhento. O cantor teve relacionamentos de longa duração com Mary Austin e Jim Hutton.
Freddy Mercury morreu aos 45 anos de idade, de Aids. Sua vida foi curta, mas seu legado musical é atemporal.
2. Elton John
Elton John é conhecido por sua voz marcante, suas composições e seu estilo extravagante. Em 1976, revelou à Rolling Stone ser bissexual e, anos depois, assumiu-se gay publicamente. Ao longo da carreira, o cantor se tornou um dos maiores defensores dos direitos da comunidade LGBT+.
Em 1992, o artista fundou a Elton John Aids Foundation, uma instituição que financia programas de tratamento e prevenção da infecção causada pelo vírus HIV.
Com mais de cinco décadas de sucesso, ele acumula inúmeros prêmios e um legado que vai além da música, inspirando artistas e fãs ao redor do mundo.
3. Boy George
Ícone da música pop dos anos 1980, Boy George conquistou fama como vocalista da banda Culture Club. Com seu visual andrógino, maquiagem marcante e figurinos extravagantes, desafiou padrões de gênero e ajudou a ampliar a representatividade LGBT+ na indústria musical.
Ao longo da carreira, Boy George se tornou uma referência de autenticidade e liberdade de expressão, influenciando diferentes gerações de artistas. Um dos maiores sucessos da sua carreira foi a canção “Karma Chameleon”, que vendeu milhões de cópias e chegou ao 1º lugar na Billboard Hot 100, nos Estados Unidos.
4. Ricky Martin
Ricky Martin se consolidou como um dos maiores nomes da música latina, conquistando fãs ao redor do mundo com sucessos que marcaram os anos 1990 e 2000. Em 2010, o cantor se assumiu gay publicamente, por meio de uma carta publicada em seu site oficial, afirmando que tinha orgulho de sua identidade.
Desde então, o cantor utiliza sua visibilidade para defender os direitos da comunidade LGBT+ e incentivar o combate ao preconceito.
Provando que ainda é um grande nome da música latina, Ricky Martin fez uma participação importante na apresentação histórica de Bad Bunny no Super Bowl em fevereiro deste ano. Ele subiu ao palco para cantar uma versão da música “Lo Que Le Pasó a Hawaii”.
5. Cazuza
Um dos maiores nomes do rock brasileiro, Cazuza ficou conhecido por suas letras intensas e por sua personalidade forte. O cantor viveu relacionamentos com homens e mulheres e nunca escondeu sua forma livre de viver a sexualidade.
Cazuza morreu em 1990, aos 32 anos, em decorrência de complicações relacionadas à Aids. Sua vida inspirou o filme Cazuza – O Tempo Não Para, lançado em 2004, contribuindo para manter vivo o legado de um dos maiores ícones do rock nacional.
6. Cássia Eller
Dona de canções inesquecíveis da música nacional, Cássia Eller conquistou espaço com sua autenticidade e interpretações intensas. A cantora viveu publicamente um relacionamento com Maria Eugênia Vieira Martins, em uma época em que a representatividade de casais homoafetivos ainda era rara no país.
Ao longo da carreira, eternizou interpretações de canções como “Malandragem”, “Segundo Sol” e “Por Enquanto”, que se tornaram clássicos da música brasileira. Após sua morte, em 2001, sua trajetória continuou inspirando artistas e fortalecendo debates sobre diversidade e direitos da população LGBT+.
7. Ney Matogrosso
Desde o início da carreira, Ney Matogrosso chamou atenção por suas performances marcantes, figurinos ousados e por desafiar padrões de gênero e masculinidade durante a Ditadura Militar no Brasil. Mesmo em um período de censura, o cantor transformou o palco em um espaço de liberdade e contestação, tornando-se um símbolo de resistência cultural.
Com mais de cinco décadas de carreira, Ney virou referência para diferentes gerações da comunidade LGBT+. Em 2025, sua trajetória ganhou as telas com o filme “Homem com H”, que retrata sua carreira e momentos importantes de sua trajetória, incluindo sua passagem pelo grupo Secos & Molhados, antes de iniciar sua carreira solo.
8. Liniker
Liniker se tornou uma das principais vozes da música brasileira contemporânea ao unir soul, MPB e samba em suas canções. Como mulher trans, a cantora também é reconhecida por ampliar a representatividade da população LGBT+ na música e na cultura brasileira.
Em 2022, entrou para a história ao se tornar a primeira artista trans brasileira a vencer um Grammy Latino, consolidando seu nome entre os grandes artistas do país. Em sua fase mais recente, Liniker lançou o álbum “Caju”, que reforçou seu espaço na música contemporânea ao receber sete indicações históricas na 26ª edição do Grammy Latino 2025.
9. Maria Bethânia
Maria Bethânia é uma das maiores intérpretes da música popular brasileira, conhecida por sua voz inconfundível e uma presença de palco única. Irmã de Caetano Veloso, ela ganhou destaque nos anos 1960 e se consolidou como uma das principais representantes da MPB, com um repertório que valoriza poesia, emoção e tradição musical.
Ao longo de sua carreira, Bethânia construiu um legado artístico sólido, com espetáculos memoráveis e uma discografia amplamente reconhecida pela crítica. Sua trajetória influenciou gerações de cantoras brasileiras e ajudou a consolidar a MPB como um dos gêneros mais importantes da música nacional.
10. Ludmilla
Para a nova geração, Ludmilla é um nome bastante conhecido. Há quem ainda a conheça como “Mc Beyoncé”, nome que usava no início de sua carreira, quando ainda se dedicava inteiramente ao funk brasileiro. Ao longo dos anos, Ludmilla consolidou-se como uma das cantoras mais populares do país, acumulando hits que passam pelo funk, pop e pagode.
A cantora é bissexual e assumiu seu relacionamento com a dançarina Brunna Gonçalves em 2019, com quem se casou no mesmo ano. As duas estão juntas há 9 anos e têm uma filha de 1 ano, Zuri, que nasceu nos Estados Unidos.
*Sob supervisão de Flávio Ismerim, da CNN Brasil
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por anabertolaccini
