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As paixões cegam, principalmente as da política. Elas impedem de se enxergar o que está acontecendo bem diante da nossa cara. É a bomba que o atual governo deixou armada para si mesmo – se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguir se reeleger.
E que já coloca um enorme peso – e a necessidade de tomar medidas altamente impopulares – para qualquer outro que vença as eleições. Sim, você já adivinhou. É a bomba fiscal.
O mais recente alerta – entre tantos – veio há poucas horas na ata pela qual o Banco Central explica decisão recente de baixar só um pouquinho os juros sufocantes, que prometem permanecer por mais tempo ainda na estratosfera.
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Com clareza cristalina, ali está escrito que a inflação será acima do que há pouco tempo ainda se previa. Que as causas disso são de duas naturezas. Uma ninguém aqui controla – as consequências inflacionárias da guerra no Oriente Médio. A outra também ninguém controla – é a expansão dos gastos públicos e os incentivos ao consumo, especialmente via crédito.
Como assim ninguém controla, se isso é política deliberada, pensada e praticada, pelo atual governo?
Ninguém controla pois o governo está fazendo “o diabo” e injetando quase R$ 200 bilhões em subsídios, programas dos mais variados tipos, dentro e fora do orçamento. Pois é só assim que acha que ganha a próxima eleição.
E o que vem depois?
Ora, o que vem depois está numa frase que já tem cerca de 250 anos de idade, e atribuída ao rei francês Luis XV – na verdade, teria sido dita pela amante dele. A frase é: “depois de mim, é o dilúvio”.
E foi mesmo o que aconteceu.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por fernandaandrade



