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O cessar-fogo com o Irã está se revelando como uma perigosa fantasia do presidente americano, Donald Trump, que escolheu começar essa guerra sem um plano.
Desprezou o staff profissional de militares e serviços secretos e confiou, sobretudo, no próprio instinto. Em resumo, o contrário do que qualquer estrategista sério faria. Não é surpresa o fato do Irã, e não os Estados Unidos, estarem agora controlando essa guerra.
Sim, um país com um regime repulsivo, militarmente esmagado por dezenas de milhares de ataques feitos pela maior potência militar do planeta. É esse ator que comanda o que acontece.
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Diante desse fato, Trump está dando sinais alarmantes de incoerência. Além da incoerência típica dele. Nas últimas horas confundiu Japão com Irã, confundiu o presidente Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, com Vladimir Putin, da Rússia.
Chamou os chefes do regime repulsivo do Irã de “lixo” e “malucos”, com quem não valia a pena sequer negociar, depois de ter dito que estava lidando com gente boa e racional, com quem era agradável negociar.
Voltou agora a falar em invadir o Irã, ou em arrasar a infraestrutura civil do país, o que seria um crime de guerra. Mas horas depois manifestou dúvidas sobre o que ele mesmo disse que poderia fazer em termos militares.
Ou seja, não parece um presidente conduzindo uma guerra. Mas, sim, um homem desorientado reagindo a eventos, em vez de dirigi-los. Líderes fortes de verdade costumam deixar que suas ações falem por ele. Líderes fracos fazem ameaças e depois divulgam o quanto não estão dispostos a realizá-las.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por fernandaandrade
