0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
entidades-do-df-reagem-a-anuncio-de-paralisacao-de-caminhoneiros

Entidades do DF reagem a anúncio de paralisação de caminhoneiros

Caminhoneiros de várias regiões do Brasil ensaiam uma greve geral em todo o país, com início marcado para esta quinta-feira (4/12). A possibilidade de uma paralisação da categoria preocupa alguns setores do Distrito Federal, que tiveram grande impacto com a greve ocorrida em 2018.

Um dos setores mais afetados pela greve dos caminhoneiros há sete anos foram os postos de combustíveis, que enfrentaram uma crise de desabastecimento. À época, o reflexo da paralisação da categoria fez com que o preço do produto disparasse. Postos da capital do país chegaram a cobrar R$ 9,99 pelo litro da gasolina.

Leia também

O presidente do Sindicato dos Combustíveis do Distrito Federal (Sindicombustíveis), Paulo Tavares, afirmou que, por enquanto, o setor acompanha as informações sobre uma possível nova paralisação de caminhoneiros apenas pela imprensa e que ainda não há elementos concretos para prever o impacto de uma eventual mobilização.

Segundo ele, o fator decisivo para que uma paralisação ganhe força é a participação das grandes distribuidoras e transportadoras, algo que não foi identificado até o momento.

“Não sabemos ainda se vai ter adesão. Se for apenas pequenos revendedores ou pequenos caminhoneiros ou grupos pequenos, talvez não tenha adesão muito grande”, afirmou.

Ele destaca, porém, que o cenário muda completamente se grandes transportadoras aderirem, repetindo o que ocorreu na greve de 2018. “Se entrar as grandes transportadoras, como aconteceu na greve dos caminhoneiros, aí param”, declarou. Apesar disso, o presidente do sindicato afirma não ter visto, até agora, qualquer sinal de organização desse porte.

Para ele, um dos fatores que pode estar freando novos movimentos é o impacto das punições aplicadas na greve anterior. “Não vi agora nenhum movimento disso, até porque da outra vez houve multas pesadas”, declarou.

Outros setores

A reportagem também procurou a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) que informou que, por ora, não ia se manifestar sobre a possível greve dos caminhoneiros.

Por sua vez, a Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa) disse que não há nenhuma previsão de desabastecimento de hortifruti na capital.

O Metrópoles também acionou a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), que afirmou que não iria se manifestar a respeito do assunto. Já a Associação de Supermercados de Brasília (Asbra), não retornou o contato da reportagem.

Reivindicações

Organizadores do evento projetam adesão nas cinco regiões do país, com maior foco na região sudeste, no estado de São Paulo. O tamanho do movimento é incerto porque há divergências entre entidades que representam os transportadores de cargas.

Segundo um dos representantes do movimento, Francisco Burgardt, membro do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Ourinhos (Sindicam-SP), o ato acontece seguindo todas as medidas impostas pela lei. Na última segunda-feira (1/12), um ofício foi protocolado junto ao Palácio do Planalto informando o governo sobre a greve.

Entre as reivindicações do setor estão a estabilidade contratual do caminhoneiro, a garantia do cumprimento das leis, a reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e a aposentadoria especial de 25 anos de trabalho comprovada com recolhimento ou documento fiscal emitido.

A convocação acontece principalmente pelas redes sociais, com o apoio de figuras políticas, como o desembargador aposentado Sebastião Coelho, que ajuda a puxar a convocação.

Ao Metrópoles Burgardt informou que espera que o governo federal ofereça alternativas de melhorias ao setor.

Ainda segundo os organizadores, o movimento deve começar com um pequeno número de caminhões parados e a expectativa é de que vá crescendo gradualmente. A intenção é parar em mais de 40 pontos do país.

Caminhoneiros divergem sobre greve

Ainda não se sabe ao certo qual será o tamanho da adesão à greve. A Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do Porto de Santos (CCAPS), por exemplo, afirmou ao Metrópoles que não deve aderir ao movimento. Eles justificam dizendo que não houve assembleia ou qualquer reunião para decidir a paralisação entre os representantes dos caminhoneiros.

Já a Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC) e outras associações e cooperativas apoiam a greve. O sindicato nacional da categoria afirmou que apoiará qualquer decisão tomada pelos caminhoneiros.

Diante do impasse, é esperado que o movimento tenha uma adesão baixa, apesar do engajamento de parte da categoria.

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
piloto-sobrevive-a-queda-de-caca-da-forca-aerea-em-deserto-dos-eua

Piloto sobrevive a queda de caça da Força Aérea em deserto dos EUA

Um caça da esquadrilha de demonstração aérea, os Thunderbirds da Força Aérea dos Estados Unidos, caiu no deserto do sul da Califórnia, na manhã dessa quarta-feira (4/11). O piloto conseguiu sobreviver ao ser ejetado com segurança da aeronave.

De acordo com comunicado da Força Aérea dos EUA, o caça F-16C Fighting Falcon caiu por volta das 10h45 durante “uma missão de treinamento no espaço aéreo controlado na Califórnia.”

O piloto foi resgatado com ferimentos leves. De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros do Condado de San Bernardino, o militar foi transferido para um hospital e não corre risco de morte.

A aeronave caiu a cerca de 290 quilômetros ao norte de Los Angeles. A Força Aérea dos Estados Unidos iniciou uma investigação para identificar a causa do acidente.

Leia também

Os Thunderbirds são o esquadrão de caças da Força Aérea que realiza acrobacias aéreas em shows e outros eventos militares ao redor do mundo.

O esquadrão é um dos mais rígidos da Força Aérea dos Estados Unidos, e os seis membros — que são trocados a cada dois anos — precisam treinar 50 semanas por ano para integrar a equipe de elite.

Os agentes ficam instalados na Base Aérea de Nellis, em Las Vegas.

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
em-mensagem,-assessor-alvo-da-pf-indicou-esconderijo-a-th-joias

Em mensagem, assessor alvo da PF indicou esconderijo a TH Joias

Além de Rodrigo Bacellar, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e de Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, um terceiro nome aparece na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que autorizou a prisão de Bacellar nesta quarta-feira (3/12).

Thárcio Nascimento Salgado também é alvo da investigação da Polícia Federal (PF), que mira uma organização criminosa. Conforme o documento que autorizou a operação Unha e Carne, ele, que já atuou como assessor de TH Joias, preso em setembro deste ano, teria auxiliado na tentativa de fuga do então deputado.

Leia também

Mensagens acessadas pelos investigadores da PF, após a quebra do sigilo telemático do celular de TH, revelam que Thárcio e ele conversaram na noite de 2 de setembro, menos de 24 horas antes da operação ser deflagrada.

O caminho até o esconderijo

Às 22h30 daquele dia, TH solicitou que o assessor passasse a se comunicar por um novo número, agora com DDD da Paraíba. Também perguntou qual seria o endereço para onde deveria se dirigir.

Após duas ligações, com duração inferior a um minuto cada, Thárcio indicou o local do esconderijo: “Bloco 6… 802.”

No dia seguinte, 3 de setembro, TH foi localizado e preso no apartamento 802, do bloco 6, do Condomínio Majestic, na região de Barra Olímpica.

Contato de confiança

Antes de ser preso, TH organizou uma lista com contatos de emergência. No topo do compilado, aparece o presidente da Alerj. Mais uma vez, o nome de Thárcio surge na investigação.

Ele também consta entre os contatos reservados para situações consideradas urgentes.

Além disso, segundo a PF, Thárcio teria recebido valores da organização criminosa com a finalidade de lavar dinheiro de origem ilícita.

Em mensagem, assessor alvo da PF indicou esconderijo a TH Joias - destaque galeria5 imagensAo longo das investigações, a polícia constatou que TH ostentava riqueza ilícita nas redes sociaisTH Joias e Rodrigo BacellarO presidente da Alerj foi preso sob suspeita de vazr informações da operação ao CVBacellar ajudou na fuga de TH Joias, aponta Polícia FederalFechar modal.MetrópolesFoto de TH Joias deitado com pilhas de dinheiro foi revelada pela PF 1 de 5

Foto de TH Joias deitado com pilhas de dinheiro foi revelada pela PF

Material cedido ao MetrópolesAo longo das investigações, a polícia constatou que TH ostentava riqueza ilícita nas redes sociais2 de 5

Ao longo das investigações, a polícia constatou que TH ostentava riqueza ilícita nas redes sociais

Reprodução/AlerjTH Joias e Rodrigo Bacellar3 de 5

TH Joias e Rodrigo Bacellar

Reprodução/InstagramO presidente da Alerj foi preso sob suspeita de vazr informações da operação ao CV4 de 5

O presidente da Alerj foi preso sob suspeita de vazr informações da operação ao CV

Reprodução/Redes sociaisBacellar ajudou na fuga de TH Joias, aponta Polícia Federal5 de 5

Bacellar ajudou na fuga de TH Joias, aponta Polícia Federal

Reprodução/Redes Sociais

As punições

Na mesma decisão em que decretou a prisão preventiva de Bacellar, o ministro do STF autorizou que Thárcio fosse alvo de mandado de busca e apreensão.

O investigado também foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica, sob pena de decretação de prisão preventiva em caso de descumprimento da medida.

Entre as restrições impostas estão:

  • Proibição de sair de casa no período noturno.
  • Proibição de deixar o país.
  • Proibição de utilizar redes sociais.

Thárcio também foi intimado a prestar depoimento à PF no âmbito da operação Unha e Carne, que apura o vazamento de informações da operação Zargun.

A prisão de Bacellar

Em mensagem, assessor alvo da PF indicou esconderijo a TH Joias - destaque galeria4 imagensBacellar é acusado de vazar informações de operação contra o CVRodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), é preso pela PF Bacellar é acusado de vazar informações de operação que prendeu o deputado TH JoiasFechar modal.MetrópolesRodrigo Bacellar é presidente da Alerj1 de 4

Rodrigo Bacellar é presidente da Alerj

DivulgaçãoBacellar é acusado de vazar informações de operação contra o CV2 de 4

Bacellar é acusado de vazar informações de operação contra o CV

DivulgaçãoRodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), é preso pela PF 3 de 4

Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), é preso pela PF

DivulgaçãoBacellar é acusado de vazar informações de operação que prendeu o deputado TH Joias4 de 4

Bacellar é acusado de vazar informações de operação que prendeu o deputado TH Joias

Divulgação

O presidente da Alerj foi preso nesta quarta (3) suspeito de vazar informações sigilosas da Operação Zargun, a mesma que prendeu TH Joias. Além de mandar prender o político, Moraes pediu que ele seja afastado do cargo de presidente da Alerj.

Os mandados — um de prisão preventiva, oito de busca e apreensão e um de intimação para medidas cautelares — foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes e fazem parte das determinações da ADPF das Favelas (ADPF 635), que atribuiu à PF a responsabilidade de investigar a atuação dos principais grupos criminosos violentos no Rio de Janeiro.

Moraes apontou, ainda, que a PF constatou fortes indícios de que Bacellar integra uma organização criminosa no RJ. “Os fatos narrados pela PF são gravíssimos, indicando que Bacellar estaria atuando ativamente pela obstrução de investigações envolvendo facção  e ações contra o crime organizado, inclusive com influência no Poder Executivo estadual, capazes de potencializar o risco de continuidade delitiva e de interferência indevida nas investigações da organização criminosa”, afirmou.

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
“meu-coco”:-album-em-que-caetano-evoca-cultura-brasileira-como-oracao

“Meu Coco”: álbum em que Caetano evoca cultura brasileira como oração

“Meu Coco” (2021), o primeiro álbum de inéditas de Caetano Veloso em nove anos, é uma obra profundamente marcada pela reflexão sobre o Brasil, a cultura e o mundo digital contemporâneo. O disco se abre e engloba “tudo o que se passava em sua cabeça no momento”.

Caetano, que sempre viu o Brasil como um país místico, com diversos deuses, reafirma que a cultura e a música nacionais têm a força não só para encantar o mundo, mas também para salvar o país das próprias trevas.

A faixa-título faz um panorama do Brasil multirracial e plurirreligioso, avisando que é uma “nação grande demais para que alguém engula”.

A lucidez de Caetano para as agruras do tempo se manifesta na faixa “Anjos Tronchos”, em que ele reflete sobre as redes sociais, o meio digital e as novas formas de produzir música, “sem pele, tela a tela”. O compositor aponta para os “anjos já mi ou bi ou trilionários” que, além de comandarem a riqueza, influenciam no mundo atual.

Leia também

O álbum, no entanto, mantém um compromisso inabalável com a utopia. Caetano, mesmo diante dos tempos sombrios, oferece o canto com um certo otimismo. Ele inclusive dedicou a canção “Enzo Gabriel” às crianças registradas com esse nome popular, oferecendo conselhos: “Sei que a luz é sutil; Mas já verás o que é nasceres no Brasil”.

A face política se escancara em “Não Vou Deixar”, que chega a engatar a levada do Funk carioca. Por meio das belezas e da força do país, Caetano diz que não deixará ninguém “esculachar a nossa história”.

O repertório do festival Estilo Brasil, que inclui faixas recentes como “Anjos Tronchos” e a inédita “Uma Baiana” (apresentada por Caetano como “uma oração diante dos tempos sombrios”), reflete esse estado de reflexão e o compromisso com a “consciência de uma potência criativa do Brasil” capaz de transformar realidades.

No palco do Festival Estilo Brasil, Caetano oferece ao público as reflexões de “Meu Coco”, um disco que encara o presente sem medo.

Misticismo, política, memória e invenção se misturam em um repertório que reafirma: a cultura brasileira continua sendo uma força vital contra os tempos sombrios.

Compre seu ingresso

O Festival Estilo Brasil é apresentado pelo Banco do Brasil Estilo, com patrocínio do governo federal e dos cartões BB Visa, e realização do Metrópoles, com produção da Oh! Artes.

Programação

Caetano Veloso
11 de dezembro

Liniker
14 de dezembro

Festival Estilo Brasil

Local: Ulysses Centro de Convenções
Ingressos: Bilheteria Digital

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
cachorro-e-diagnosticado-com-raiva-em-salvador-apos-20-anos-sem-casos

Cachorro é diagnosticado com raiva em Salvador após 20 anos sem casos

A Prefeitura de Salvador emitiu um alerta epidemiológico, nessa quarta-feira (3/12), após um filhote de cachorro ser diagnosticado com raiva na capital baiana. O último registro da doença em um cão ou gato na cidade foi há 20 anos.

O animal diagnosticado tinha três meses de vida e era criado em uma residência no Bairro de Sussuarana, em Salvador. O filhote morreu no último dia 20 de novembro e um exame confirmou a presença do vírus rábico canino.

As pessoas que conviveram com o animal estão sendo monitoradas. O vírus da raiva tem letalidade de quase 100% em humanos e pode ser transmitido a partir do contato com a saliva de animais infectados.

De acordo com alerta da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, o filhote pode ter sido infectado a partir de exposição a animais silvestres.

Leia também

Após o caso, a Prefeitura de Salvador adotou diversas medidas de prevenção na região onde o animal ficava, como a vacinação de cães e gatos do entorno e orientação aos moradores.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA), outros dois casos de raiva foram registrados em cavalos apenas em 2025.

Os registros ocorreram no bairro de Mussurunga, em Salvador, nos meses de janeiro e novembro deste ano, e foram confirmados por exames laboratoriais. Outros casos suspeitos ocorreram na mesma área, mas os proprietários dos animais descartaram os restos mortais sem comunicar às autoridades de saúde para averiguação correta.

O CRMV-BA orienta que caso ocorra algum acidente como mordidas, arranhaduras ou mesmo contato com a saliva de animais suspeitos, as pessoas devem procurar imediatamente atendimento médico para avaliação e profilaxia antirrábica.

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
sao-paulo-lidera-em-extensao,-mas-ciclovias-sao-3,7%-da-malha-viaria

São Paulo lidera em extensão, mas ciclovias são 3,7% da malha viária

Embora tenha a maior rede de ciclovias do país em números absolutos, com 737 km, a cidade de São Paulo fica apenas em oitavo lugar no ranking de capitais quando se compara o tamanho da malha viária de cada cidade.

As vias exclusivas para bicicletas representam apenas 3,7% do total de ruas e avenidas da capital paulista, segundo o levantamento realizado pela Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas) e divulgado nesta quinta-feira (4/12).

A associação traz, pela primeira vez, um ranking que leva em consideração a proporção de ciclovias em relação à malha viária. Para isso, foram cruzados os dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) com o levantamento realizado por meio do OpenStreetMap.

São Paulo lidera em extensão, mas ciclovias são 3,7% da malha viária - destaque galeria18 imagensCiclovia em São PauloCiclovia em São PauloCiclovia em São PauloCiclovia em São PauloCiclovia em São PauloFechar modal.MetrópolesCiclovia em São Paulo1 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo2 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo3 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo4 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo5 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo6 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo7 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo8 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo9 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo10 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo11 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo12 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo13 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo14 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo15 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo16 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo17 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/MetrópolesCiclovia em São Paulo18 de 18

Ciclovia em São Paulo

William Cardoso/Metrópoles

O primeiro lugar no ranking de capitais com maior proporção de ciclovias fica com Fortaleza (CE), que tem 8,3% da sua malha viária dedicada exclusivamente para bicicletas. Em seguida, Salvador, com 7,1%. Segundo o diretor executivo da Aliança Bike Luiz Saldanha, seria importante que cada cidade tivesse, no mínimo, 10% de vias segregadas para bikes.

Veja o ranking das 10 mais em proporção da malha viária

  1. Fortaleza (CE): 8,3%
  2. Salvador (BA): 7,1%
  3. Florianópolis (SC): 6,9%
  4. Vitória (ES): 5,4%
  5. Belém (PA): 4,9%
  6. Recife (PE): 4,5%
  7. Aracaju (SE): 4,3%
  8. São Paulo (SP): 3,7%
  9. Distrito Federal: 3,4%
  10. João Pessoa (PB): 3,0%

Vale ressaltar que Fortaleza tem malha viária total de cerca de 6.000 km. Já a capital paulista conta com aproximadamente 20.000 km de ruas e avenidas.

Veja o ranking das 10 mais em números absolutos

  1. São Paulo (SP): 737 km
  2. Distrito Federal: 626,5 km
  3. Fortaleza (CE): 477,6 km
  4. Rio de Janeiro (RJ): 319,4 km
  5. Salvador (BA): 308,59 km
  6. Florianópolis (SC): 160,58 km
  7. Curitiba (PR): 155,73 km
  8. Belém (PA): 150,58 km
  9. Recife (PE): 132,25 km
  10. Belo Horizonte (MG): 116,28 km

Referência

Diretor executivo da Aliança Bike, Luiz Saldanha afirma que quando São Paulo “faz algum movimento, o Brasil inteiro sempre para e olha para ver como está funcionando”. E, nesse sentido, é importante manter um ritmo de crescimento da rede cicloviária na capital paulista.

Saldanha afirma que a ampliação das ciclovias em São Paulo teve uma redução, quando a capital paulista é comparada a outras grandes cidades que avançaram bastante no período analisado, como Fortaleza e Brasília.

“É um sinal de alerta para que a gente consiga observar se, nos próximos anos, vai continuar diminuindo a evolução ou se vai ter um acréscimo, se vai voltar a crescer como estava antes para atingir as metas que eles [Prefeitura de São Paulo] tinham estabelecido”, afirma.

O Plano de Mobilidade (PlanMob) previa 1.800 km de ciclovias até 2028 em São Paulo, uma meta pouco factível diante do que a prefeitura entregou até o momento, já no fim do primeiro ano do segundo mandato de Ricardo Nunes (MDB).

Além dos números

Uma auditoria cidadã foi realizada pela vereadora Renata Falzoni (PSB) nas ciclovias de São Paulo neste ano e apontou uma série de problemas na infraestrutura cicloviária já instalada na capital. Mais de 100 voluntários percorreram a rede ao longo de seis meses.

Entre os resultados, a auditoria constatou que 17% dos trechos têm largura inferior ao que está previsto no Manual de Sinalização Urbana da Companhia de Engenharia de Tráfego. A sinalização horizontal foi considerada em estado muito precário ou ruim em 18%.

Em alguns pontos da cidade, a ciclovia vira uma “ciclolinha”, como é o caso da Rua Butantã, nas proximidades da esquina com a Eugênio de Medeiros, na lateral da Ponte Bernardo Goldfarb, em Pinheiros.

Trata-se de um trecho curto. Existe a sinalização de que no sentido centro há uma ciclorrota, mas de ciclovia mesmo só há um fiapo, em direção à Ciclopassarela Jornalista Erika Sallum, sobre a guia de pavimento irregular. O entregador Raí Soares da Silva, de 21 anos, passa pelo local frequentemente e lamenta. “Isso aqui é uma vergonha”, diz.

Também entregador, Vinicius Soares, de 27 anos, circula bastante pela região da Avenida Paulista e diz que seria praticamente impossível fazer entregas por lá, caso não houvesse a ciclovia no local.

Soares expõe as diferenças entre os bairros ricos da capital paulista e a periferia, algo que atinge também a mobilidade urbana.

A comparação entre a Paulista e a região onde mora, no Parque América, perto do Autódromo de Interlagos, é desigual. “Aqui [na Paulista], a qualidade não é igual a de lá. Já não está excelente, então imagine como é no nosso bairro”, afirma.

Ciclovias e ciclofaixas compõem o estudo

Embora cite ciclovias, o termo mais comum, o estudo leva em consideração tanto essas, quanto as ciclofaixas, como estruturas segredadas para a circulação de bicicletas. Trata-se da rede cicloviária.

Segundo o Anexo I do Código de Trânsito Brasileiro, a ciclovia é uma “pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum”.

Leia também

Já a ciclofaixa é “parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica”.

Como exemplo, a Aliança Bike afirma que as ciclovias podem contar, entre outros, com grades de separação e até mesmo altura diferente da via por onde passam os demais veículos.

Por sua vez, as ciclofaixas estão na mesma pista de rolamento dos veículos, são pintadas e contam com tachões, balizadores e placas como delimitadores do espaço exclusivo para bicicletas.

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
“estao-ricos”:-ex-delegado-morto-fazia-dossie-sobre-colegas-da-prefeitura

“Estão ricos”: ex-delegado morto fazia dossiê sobre colegas da prefeitura

O ex-delegado geral da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes pretendia apresentar ao Ministério Público estadual um dossiê contra pelo menos três servidores da Prefeitura da Praia Grande por suposto envolvimento em um esquema de fraude em licitações.

O rascunho do documento foi encontrado no notebook de Ferraz após seu assassinato a tiros na cidade da Baixada Santista, em 15 de setembro. Cita ao menos 11 licitações que teriam sido “fraudadas” entre 2021 e 2025 para beneficiar a empresa de câmera de monitoramento Peltier.

“Estão ricos, vivendo em apartamento de luxo, carros importados e viagens para o exterior”, teria escrito Ferraz, de acordo com relatório do inquérito ao qual a reportagem teve acesso.

Servidores

Um dos servidores citados por Ferraz é Sandro Rogério Pardini, subsecretário de Gestão e Tecnologia. Além dele, há citação a uma integrante do Departamento de Integração da Informação da Secretaria do Planejamento e um engenheiro de telecomunicações responsável pela desclassificação das empresas mais bem colocadas na licitação.

As suspeitas envolvendo licitações na Praia Grande são apuradas em inquérito conduzido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade, ao qual o Metrópoles teve acesso.

A investigação deu origem, em 3 de outubro, a uma operação contra cinco funcionários da prefeitura, que foram alvos de mandados de busca e apreensão. A íntegra do documento não foi anexada ao inquérito.

“Estão ricos”: ex-delegado morto fazia dossiê sobre colegas da prefeitura - destaque galeria7 imagens“Estão ricos”: ex-delegado morto fazia dossiê sobre colegas da prefeitura - imagem 2Delegado Ruy Ferraz FontesRuy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São PauloRuy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São PauloRuy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São PauloFechar modal.Metrópoles“Estão ricos”: ex-delegado morto fazia dossiê sobre colegas da prefeitura - imagem 11 de 7

Polícia Civil de SP/Divulgação“Estão ricos”: ex-delegado morto fazia dossiê sobre colegas da prefeitura - imagem 22 de 7

Prefeitura de Praia Grande/DivulgaçãoDelegado Ruy Ferraz Fontes3 de 7

Delegado Ruy Ferraz Fontes

Divulgação/AlespRuy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo4 de 7

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo

Reprodução/Prefeitura de Praia GrandeRuy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo5 de 7

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo

Divulgação/AlespRuy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo6 de 7

Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo

Divulgação/Polícia CivilRuy Ferraz foi executado em Praia Grande 7 de 7

Ruy Ferraz foi executado em Praia Grande

Reprodução/ Vídeo cedido/ Divulgação/ Prefeitura de Praia Grande

Reuniões e brigas

Os servidores prestaram depoimentos à polícia e descreveram duas reuniões realizadas com Ferraz dias antes do crime. Segundo a versão dos investigados, o ex-delegado-geral estava irritado e teria inclusive mandado uma servidora deixar seu gabinete após ela pedir para ele “abaixar o tom”.

A primeira reunião ocorreu horas após as três primeiras colocadas do pregão eletrônico para o 1º lote do certame, que teve início em 1º de setembro, serem desclassificadas por causa de alegados problemas técnicos.

No caso da Avenue, primeira classificada, o motivo foi que o modelo de câmera ofertada supostamente não tinha lente verifocal. Segundo o parecer técncico, a câmera da Alerta, segunda colocada, era de aço carbono, e não de inox, como determinava o edital.

Por fim, os equipamentos da New Line, terceira colocada, teriam sido catalogados de forma incompleta, de modo que, segundo o parecer, não teria como saber se atendiam às especificações do edital. Com isso, a Peltier saiu vencedora do lote.

Leia também

De acordo com o depoimento de Pardini, horas após a desclassificação das empresas, Ferraz teria lhe chamado para uma reunião em seu gabinete.

Junto dele, diz, estariam representantes das empresas. À polícia, Pardini disse que advertiu o ex-delegado de que seria errado se reunir com essas pessoas em meio à licitação.

Uma semana depois, um novo encontro teria ocorrido no gabinete de Ferraz. Dessa vez, teriam participado, além de Pardini, outros servidores do Planejamento. Na ocasião, o ex-delegado teria solicitado diversos documentos sobre licitações antigas vencidas pela Peltier.

Planejamento desde março

Em conversa com a reportagem, um dos promotores que assinam a denúncia contra os oito supostos responsáveis pela morte de Ferraz rechaça a hipótese de que o assassinato teria relação com fraudes em licitações na Praia Grande.

Ele afirma que essa tese perdeu força quando a equipe de investigação descobriu que o crime começou a ser planejado em março deste ano, supostamente antes da descoberta do ex-delegado-geral sobre as irregularidades.

“Não existe essa prova hoje de que as ilegalidades que o Dr. Ruy estava investigando tenham relação com o crime. Isso já inclusive foi constatado e está sendo investigado. Só que se isso surge posteriormente, em nada muda o panorama de que o PCC tinha a ordem para matar o Dr. Ruy e que os seus agentes executaram”, diz o promotor sob reserva.

A ligação entre o mando do crime e o PCC teria sido estabelecida pela Promotoria a partir de um “salve” de 2019 contra Ferraz e do suposto envolvimento de executores com a facção.

Um deles, Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, apontado como “recrutador” dos demais suspeitos, teria admitido em depoimento que ele seria um “disciplina” da facção, uma espécie de fiscal, na região do Grajaú, zona sul de São Paulo. Oito dias depois, em um segundo depoimento, negou a informação.

Para o promotor, uma execução dessa magnitude não seria realizada por integrantes do PCC sem aval da cúpula da facção.

“Do contrário, não haveria envolvimento de agentes do PCC, ainda mais em ascendência dentro da própria facção. O PCC não permite que agentes seus atuem à revelia, ou mesmo de forma indiferente se tratando de autoridades”, diz.

Denunciados

Apesar de apresentar uma denúncia “cravando” que a morte de Ferraz foi encomendada pelo PCC, os promotores não individualizaram a conduta de nenhum mandante. O documento se limita a apontar o envolvimento de investigados que teriam, de alguma forma participado, seja cedendo casas usadas pelos criminosos ou cujas digitais aparecem nos carros usados no crime. Não há especificação, por exemplo, sobre quem seriam os atiradores.

  • Felipe Avelino da Silva, o Masquerano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, por exemplo, deixaram digitais no Jeep Renegade usados no crime. A polícia não conseguiu precisar em que momento eles estiveram no local, se antes ou durante o homicídio.
  • Umberto Alberto Gomes, apontado como um possível atirador, foi identificado a partir de materiais genéticos encontrados nas casas usadas pelos criminosos em Mongaguá e na Praia Grande. Ele fugiu de São Paulo e morreu no dia 30 de setembro em Curitiba, após suposto confronto com a polícia paulista e do Paraná.
  • Luiz Antônio Rodrigues de Miranda, o Gão, seria, segundo a polícia, o motorista do carro usado na execução, além de ser o responsável por pedir para Dahesly levar de volta o fuzil para São Paulo.
  • Os outros denunciados são proprietários das casas usadas pelos criminosos, e de alguma maneira teriam colaborado com a execução. Um deles é Paulo Henrique Caetano de Sales, o PH, que, além disso, é apontado como tendo características físicas semelhantes à de um dos atiradores. Além dele, William Silva Marques e Cristiano Alves da Silva também ofereceram imóveis ao grupo.

Descartada

A hipótese de que o homicídio de Ferraz tenha ligação com sua atuação na pasta chegou a ser mencionada no relatório final do inquérito policial que apurou o caso, mas não foi aprofundada. A investigação, segundo a polícia, segue em andamento.

Quando foi morto, o ex-delegado geral ocupava o cargo de secretário de Administração da Praia Grande. Duas semanas antes do crime, suspendeu a licitação que garantiria um contrato de R$ 14 milhões à Peltier, diante das suspeitas de que o certame teria desclassificado de forma arbitrária outras candidatas que apresentavam melhores ofertas.

Apesar disso, ao apresentar denúncia contra oito suspeitos, o Ministério Público “cravou” que o crime teria sido obra do PCC.

Outro lado

Questionada pelo Metrópoles, a Prefeitura de Praia Grande disse que a denúncia do MPSP já apontou que o crime teria sido cometido a mando do PCC e que a hipótese sobre a relação com a atuação de Ferraz na Secretaria da Administração teria sido descartada.

“A Prefeitura de Praia Grande destaca que o Ministério Público de São Paulo (MPSP) confirmou que o ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foi assassinado a mando do alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC) como vingança. O anúncio ocorreu no último dia 21 de novembro”, disse a gestão municipal.

“Na oportunidade, o MPSP descartou a hipótese de uma relação da morte dele com a  sua gestão como secretário de Administração municipal e denunciou oito pessoas pela execução do ex-delegado-geral. As denúncias foram baseadas no resultado final da primeira fase das investigações do caso realizadas pela Força-Tarefa criada pela Secretaria de Estado da Segurança”, acrescentou.

Questionada sobre medidas tomadas em relação aos servidores citados no documento, a prefeitura não respondeu.

A reportagem não conseguiu contato com Sandro Rogério Pardini. O espaço segue aberto para manifestação.

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
ong-usou-emenda-para-contratar-empresas-ligadas-a-diretores-em-sp

ONG usou emenda para contratar empresas ligadas a diretores em SP

Uma ONG contratada para realizar um evento da Prefeitura de São Paulo subcontratou fornecedores ligados à sua própria direção em meio a uma série de outras irregularidades detectadas pela Controladoria-Geral da União (CGU). A apuração do órgão também constatou que não houve disputa para a escolha da entidade pela administração municipal.

A contratação do Instituto Vincere se deu por meio de uma emenda Pix enviada pela deputada federal Renata Abreu (Podemos).

A parlamentar encaminhou R$ 2 milhões para a capital paulista, dos quais 1,6 milhão foi destinado à Secretaria Municipal de Esportes e Lazer para bancar a realização do evento esportivo Festival de Verão Praia São Paulo – os outros R$ 400 mil custearam a cobertura da quadra esportiva de uma creche em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.

A Prefeitura e a entidade negaram irregularidades. Procurada, a parlamentar não se manifestou.

No mês passado, as emendas viraram alvo do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mandou a Polícia Federal (PF) averiguar possíveis crimes no uso do dinheiro público.

Leia também

Pagamento em cheque

A CGU examinou a contratação do instituto para atividades da primeira edição do evento em 2023 nos Parque Ceret, na Zona Leste da capital, e no Parque da Juventude, na Zona Norte.

O relatório da investigação afirma que a entidade não possuía funcionários e contratou terceirizadas para a programação.

Os fornecedores foram pagos em cheque, o que contraria a exigência legal que estabelece regras de parcerias entre administração pública e organizações da sociedade civil.

Princípio da impessoalidade

A CGU também alerta para uma possível irregularidade nas empresas contratadas pela ONG para o festival, a Goolaço e a Tie Break. Conforme a investigação, as firmas são controladas pela mesma família, compartilham o mesmo endereço e têm um diretor da ONG como contador.

Além disso, a CGU ainda apontou que a sócia da Tie Break teria sociedade com a filha de um dos diretores da entidade em outra empresa, Ribeirão Sports Beach Tennis.

“A mesma empresa Ribeirão Sports Beach Tennis Ltda. é uma das sócias da empresa Bar e Restaurante Arena Beach Ltda., cujo sócio é também o cônjuge da Presidente do Instituto Vincere”, diz o relatório.

Para os auditores da CGU, as contratações não seguem a regra do edital que prevê o princípio da impessoalidade.

“No tocante às contratações realizadas pela citada OSC para consecução dos objetos da parceria, constatou-se que tais contratações não atenderam aos princípios da impessoalidade, moralidade e economicidade, na medida em que foram realizadas pesquisas de preço, mas posterior contratação de empresas relacionadas entre si e com ligação com os dirigentes da OSC”.

Sem concorrente

O chamamento público para a contratação das instituições que iriam realizar o festival foi dividido em cinco lotes, divididos por atividades realizadas.

Apenas três organizações apresentaram propostas e , portanto, não houve disputa, segundo a CGU. O Instituto Vincere concorreu sozinho nos lotes 4 e 5 para a instalação de “arenas praia”.

Em 2024, o instituto foi contratado novamente pela Prefeitura de São Paulo para realizar o mesmo evento. Novamente, as mesmas empresas com ligação com a entidade foram contratadas, segundo a prestação de contas da ONG.

De acordo com o site da entidade, também há uma série de eventos realizados junto ao governo do estado de São Paulo.

Origem do recurso

A CGU chama atenção para um ofício enviado pela deputada Renata Abreu à Prefeitura paulistana. O documento obtido pelo Metrópoles, enviado em 15 de março de 2022 ao prefeito Ricardo Nunes (MDB), diz que “o recurso se destina à execução de objeto específico”.

No entanto, o objeto é descrito, de forma genérica, como “programas continuados da secretaria”.

O ofício pede, porém, que “tão logo seja realizado o cadastramento da(s) proposta(s), este Gabinete seja informado imediatamente do número do processo do plano de ação e dos dados da conta bancária cadastrada”.

Por outro lado, o ofício que trata da cobertura da quadra esportiva em Paraisópolis é bastante detalhado. A carta assinada pela presidente nacional do Podemos especifica qual escola seria beneficiada, quantas crianças seriam atendidas na creche, o valor total da obra, o montante que seria bancado pelo município e relata que engenheiros da Prefeitura já estiveram no local e orçaram o custo da obra.

A reportagem questionou a deputada, por meio de seu gabinete e assessoria, se ela estava ciente de que a verba seria usada no festival e se tomou alguma providência após as suspeitas serem apontadas. O Metrópoles não obteve resposta e o espaço segue aberto para manifestação.

O que diz a prefeitura

A Secretaria de Esportes afirmou que encaminhou à CGU a documentação solicitada e prestou esclarecimentos cabíveis.

“Em relação aos apontamentos da reportagem, a SEME ressalta que a legislação não exige que organizações da sociedade civil mantenham equipe própria, permitindo a contratação de empresas especializadas para a execução das atividades”, diz a prefeitura.

A administração ainda afirma que pagamentos em espécie “são permitidos por lei quando devidamente justificados, conforme o Art. 51, §2º da Lei 13.019/2014”.

A prefeitura afirmou que os gastos “seguiram os trâmites administrativos regulares e foram analisados segundo a legislação”.

“Por fim, o Instituto Vincere apresentou toda a documentação exigida e comprovou capacidade técnica e operacional nos termos exigido no edital. A entidade também encaminhou declaração formal atestando a inexistência de parentesco ou conflito de interesses entre sua diretoria e os fornecedores, assumindo responsabilidade legal pela veracidade das informações”, diz a administração.

A reportagem procurou o instituto por email, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço está aberto.

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
ex-diarista-lotada-no-gabinete-de-seif-ganha-mais-que-8-governadores

Ex-diarista lotada no gabinete de Seif ganha mais que 8 governadores

A ex-diarista Adna dos Anjos Cajueiro, lotada no gabinete do senador Jorge Seif (PL-SC) desde 2023, recebe um salário de R$ 31,2 mil, valor superior ao que é pago a oito governadores brasileiros (veja relação abaixo). Embora formalmente registrada como assessora parlamentar, integrantes do próprio gabinete afirmaram não saber quem ela era, quando a reportagem tentou encontrá-la em Brasília. O caso foi revelado com exclusividade pelo Metrópoles.

Salários dos governadores:

  1. Rio Grande do Norte – Fátima Bezerra (PT): R$ 21.914,76
  2. Rio de Janeiro – Cláudio Castro (PL): R$ 21.868,14
  3. Ceará – Elmano de Freitas (PT): R$ 23.893,79
  4. Santa Catarina – Jorginho Mello (PL): R$ 25.322,25
  5. Distrito Federal – Ibaneis Rocha (MDB): R$ 29.951,94
  6. Goiás – Ronaldo Caiado (União Brasil): R$ 30.585,01
  7. Alagoas – Paulo Dantas (MDB): R$ 30.833,91
  8. Tocantins – Wanderlei Barbosa (Republicanos): R$ 31.216,71
  9. Mato Grosso – Mauro Mendes (União): R$ 32.353,46
  10. Amapá – Clécio Luís (Solidariedade): R$ 33.000,00
  11. Maranhão – Carlos Brandão (PSB): R$ 33.006,39
  12. Paraíba – João Azevêdo (PSB): R$ 33.696,58
  13. Paraná – Ratinho Junior (PSD): R$ 33.763,00
  14. Amazonas – Wilson Lima (União Brasil): R$ 34.070,00
  15. Roraima – Antonio Denarium (PP): R$ 34.299,00
  16. Espírito Santo – Renato Casagrande (PSB): R$ 34.774,64
  17. Pará – Helder Barbalho (MDB): R$ 35.363,55
  18. Rondônia – Marcos Rocha (União Brasil): R$ 35.462,22
  19. Rio Grande do Sul – Eduardo Leite (PSD): R$ 35.462,22
  20. Mato Grosso do Sul – Eduardo Riedel (PSDB): R$ 35.462,27
  21. Piauí – Rafael Fonteles (PT): R$ 35.574,64
  22. São Paulo – Tarcísio de Freitas (Republicanos): R$ 36.301,53
  23. Bahia – Jerônimo Rodrigues (PT): R$ 36.894,89
  24. Minas Gerais – Romeu Zema (Novo): R$ 41.845,49
  25. Acre – Gladson Cameli (PP): R$ 42.265,49
  26. Sergipe – Fábio Mitidieri (PSD): R$ 44.008,52
  27. Pernambuco – Raquel Lyra (PSD): R$ 22.000*

*Raquel Lyra é procuradora do Estado e optou por manter o salário da carreira, cujo valor mais recente é de R$ 44.674,68, superior à remuneração oficial do cargo de governadora.

Adna foi nomeada assessora em outubro de 2023, com salário inicial de R$ 2.153,30. Desde então, recebeu aumentos sucessivos até chegar aos atuais R$ 31.279,53 , segundo a folha de setembro disponível no portal de transparência do Senado.

Os reajustes expressivos ocorreram, também, de um mês para o outro. Entre fevereiro e março deste ano, por exemplo, a remuneração de Adna foi de R$ 5.029,73 para R$ 24.720,67, ou seja, aumentou quase cinco vezes.

Documentos obtidos pela reportagem mostram que, antes de ingressar no gabinete, ela trabalhava como diarista. Em agosto deste ano, ao ser questionada por mensagem sobre serviços de faxina, Adna afirmou ter “emprego fixo na Asa Sul”, mas não mencionou atuar no Senado, onde já estava lotada havia quase dois anos.

Ex-diarista lotada no gabinete de Seif ganha mais que 8 governadores - destaque galeria4 imagens Adna Cajueiro tem cargo comissionado no gabinete de Jorge SeifSenador Jorge Seif (PL-SC)Adna Cajueiro mostra roupa de uma das lojas delaFechar modal.MetrópolesSenador Jorge Seif (PL-SC)1 de 4

Senador Jorge Seif (PL-SC)

Vinícius Schmidt/Metrópoles Adna Cajueiro tem cargo comissionado no gabinete de Jorge Seif2 de 4

Adna Cajueiro tem cargo comissionado no gabinete de Jorge Seif

Reprodução/Redes SociaisSenador Jorge Seif (PL-SC)3 de 4

Senador Jorge Seif (PL-SC)

Agência SenadoAdna Cajueiro mostra roupa de uma das lojas dela4 de 4

Adna Cajueiro mostra roupa de uma das lojas dela

Reprodução/Redes Sociais

Além do cargo comissionado, Adna registrou em julho o CNPJ de uma loja de roupas, o “Atacadão Goiano”, na Feira dos Goianos, em Taguatinga (DF). Em suas redes sociais, publicava vídeos e fotos dos produtos à venda. Após o Metrópoles procurá-la, ela solicitou a baixa do CNPJ, efetivada nessa terça-feira (2/12).

Leia também

Assessora não foi encontrada no gabinete

A equipe do senador foi questionada diversas vezes ao longo dos últimos meses. Em todas as visitas, ninguém soube informar onde Adna trabalhava nem qual era sua rotina. Em um primeiro momento, servidores disseram desconhecê-la; depois, uma recepcionista afirmou que ela poderia atuar em “outro setor”. Nenhuma das informações foi confirmada e a servidora nunca foi vista trabalhando presencialmente.

Questionada, Adna afirmou ao Metrópoles atuar em “missões externas” para o senador e disse ser dispensada do registro de ponto. Sobre a loja de roupas, ela alegou ter aberto o CNPJ apenas para ajudar a família e negou participação direta na gestão.

Senado nega acesso a registros de frequência

O Metrópoles solicitou, via Lei de Acesso à Informação (LAI), o registro de ponto da assessora. O gabinete informou que Adna era dispensada do controle biométrico. Em novo pedido, o portal solicitou o relatório mensal de jornada. O gabinete afirmou fazer o controle via sistema, mas não forneceu os dados.

Nas duas respostas, a equipe do senador Jorge Seif usou o Ato do Primeiro Secretário nº 2/2017 para justificar a negativa. O Metrópoles, porém, baseou o segundo pedido no artigo 23 do mesmo ato, que determina a obrigatoriedade do relatório mensal elaborado pelo chefe de gabinete.

A assessoria do Senado foi procurada, mas remeteu a resposta ao gabinete de Seif.

Senador “ameaça” exoneração

Após ser procurado pelo Metrópoles, o senador afirmou “desconhecer qualquer atividade profissional da servidora além das funções desempenhadas no Senado” e disse ter determinado que Adna regularizasse sua situação em até cinco dias, sob risco de exoneração.

Segundo a nota enviada pelo gabinete, “Adna dos Anjos é servidora junto ao senador Jorge Seif desde que o mesmo era ministro da Pesca, sempre desempenhando suas funções com profissionalismo e competência”.

Colaborou Luciana Saravia.

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
ansiedade-financeira:-o-que-e,-sintomas-e-como-lidar-com-a-condicao

Ansiedade financeira: o que é, sintomas e como lidar com a condição

A ansiedade financeira, classificada como uma condição de sofrimento emocional e caracterizada pela preocupação excessiva com o dinheiro, aparece na vida de muita gente de forma discreta. O assunto costuma surgir em conversas sobre trabalho, expectativas para o futuro e medo de não conseguir manter a própria rotina.

Esse sentimento não depende só do saldo bancário, mas também da sensação de instabilidade e da ideia de que qualquer imprevisto pode abalar a segurança de uma família inteira. Alguns sinais desse tipo de ansiedade são dormir mal, sentir o corpo tenso, ficar irritado com facilidade ou perder o foco no trabalho.

Em alguns casos, surgem estratégias de hipercontrole — como revisar gastos várias vezes ao dia — ou de evitação, quando a pessoa evita olhar faturas, mensagens do trabalho ou qualquer informação que gere desconforto.

Leia também

Como a ansiedade financeira aparece na rotina

A preocupação exagerada com dinheiro pode se manifestar em diferentes camadas. Algumas pessoas vivem em alerta permanente, acompanhando e-mails profissionais fora do horário de trabalho ou calculando cenários negativos que nem sempre têm base real. Outras desenvolvem sintomas físicos, como taquicardia, tensão no pescoço, irritação fácil e oscilações no apetite.

“Muitas vezes, a ansiedade financeira surge mesmo quando não há risco imediato, porque o cérebro interpreta qualquer incerteza como ameaça e ativa mecanismos de defesa que mantêm a pessoa em tensão constante”, explica Veruska Vasconcelos, psicóloga e coordenadora de psicologia do Hospital Alvorada Moema, em Brasília.

Esse estado de vigilância interna costuma vir acompanhado de pensamentos acelerados, sensação de ameaça e a impressão de que qualquer mudança, por menor que seja, pode resultar em uma grande perda. Em muitos cenários, mesmo com tudo aparentemente estável, a pessoa sente que não consegue relaxar.

O que costuma desencadear esse tipo de ansiedade

A ansiedade financeira costuma ter raízes emocionais e sociais. Insegurança no trabalho, medo de perder renda, responsabilidade de sustentar a família e a autocobrança estão entre os principais gatilhos. Experiências vividas na infância, principalmente em ambientes instáveis, também aumentam a sensibilidade a qualquer sinal de incerteza.

Outro fator que influencia muito nesse processo é o modo como cada pessoa aprendeu a lidar com o dinheiro. Pessoas que cresceram com imprevisibilidade costumam reagir com mais tensão diante de situações desconhecidas. Outras acabam usando o consumo como forma de aliviar emoções difíceis e, depois, enfrentam culpa e arrependimento.

Foto colorida de mulher se estressando com as contas - Ansiedade financeira: o que é, sintomas e como lidar com a condição - MetrópolesFatores como medo de perder renda e histórico de imprevisibilidade ajudam a explicar por que algumas pessoas desenvolvem ansiedade financeira

Quando a preocupação passa do limite?

A tensão financeira deixa de ser comum quando ultrapassa a função de alerta e começa a prejudicar a rotina do paciente. Isso ocorre quando a pessoa perde o sono por causa das contas, evita decisões simples, sente que está falhando, perde rendimento no trabalho ou percebe que o medo domina todas as áreas da vida.

“Quando a preocupação se espalha para diversas esferas e começa a comprometer o sono, o humor e a capacidade de tomar decisões, já não estamos diante de um comportamento adaptativo, mas de um sofrimento clínico que exige intervenção profissional”, afirma a psicóloga Flávia Marsola, do Hospital Brasília Águas Claras, da Rede Américas.

A presença de ruminação — pensamentos repetitivos e catastróficos — também indica que o sofrimento pode ter se tornado clínico. Nesse ponto, a avaliação de um profissional é necessária.

Técnicas que ajudam a reduzir a crise

Algumas estratégias simples ajudam a organizar o pensamento e diminuir a sensação de ameaça. Parar por alguns segundos, respirar e observar o que está acontecendo já reduz a velocidade dos pensamentos. Outra técnica útil é a exposição gradual: olhar apenas um item financeiro por cinco minutos, sem tentar resolver tudo de uma vez.

Além disso, dividir decisões entre o que precisa ser feito no dia e o que pode esperar 24 horas diminui a impulsividade motivada pelo medo. Organizar documentos por dez minutos, mesmo sem analisar valores, também gera sensação de ordem. Verbalizar a preocupação com alguém de confiança ajuda a reduzir a distorção dos pensamentos e a clarear as prioridades.

Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
cpmi-do-inss-ouve-membro-da-conafer-e-vota-se-convoca-messias-e-zema

CPMI do INSS ouve membro da Conafer e vota se convoca Messias e Zema

A CPMI que apura fraudes no INSS vota, nesta quinta-feira (4/12), uma série de requerimentos para convocar autoridades e empresários, entre eles o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; o ministro-chefe da AGU e indicado ao STF, Jorge Messias; Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Lula; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e a presidente do Palmeiras, Leila Pereira.

Segundo Viana, a comissão “seguirá com seriedade, compromisso e transparência absoluta”, ressaltando que “viúvas, órfãos e aposentados merecem a verdade inteira, doa a quem doer”.

Farra do INSS

  • A chamada “farra no INSS” veio à tona em dezembro de 2023 após séries de reportagens do Metrópoles, que mostraram o aumento explosivo das arrecadações de associações com descontos indevidos aplicados a aposentados — chegando a R$ 2 bilhões em um ano.
  • As entidades respondiam a milhares de processos por filiações fraudulentas.
  • As revelações levaram à abertura de inquérito da Polícia Federal e abasteceram investigações da Controladoria-Geral da União (CGU).
  • A Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano, resultou na demissão do então presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi. No total, 38 reportagens do portal foram citadas pela PF na representação que deu origem à operação.

A sessão desta quinta-feira começará às 9h e terá como primeiro depoente Silas da Costa Vaz, secretário da Conafer. Ele foi convocado após relatório da CGU apontar que 97,6% dos beneficiários entrevistados afirmaram não ter autorizado os descontos realizados em seus benefícios. Quase 96% também disseram não fazer parte das associações que cobraram as mensalidades.

Em seguida, a CPMI ouvirá Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB). A entidade está na mira por supostas irregularidades ligadas a descontos indevidos.

Votação de 181 requerimentos

A comissão deve votar 181 requerimentos, incluindo convocações de autoridades e empresários ligados a operações suspeitas de empréstimos consignados e favorecimentos financeiros.

Entre os nomes na pauta estão:

  • Wolney Queiroz, ministro da Previdência;
  • Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central;
  • Jorge Messias, ministro-chefe da AGU, motivado por denúncias recebidas durante sua gestão;
  • Leila Pereira, presidente do Palmeiras, para explicar operações da Crefisa no crédito consignado;
  • Romeu Zema, governador de Minas Gerais, citado em investigação sobre suposta vantagem à Zema Financeira, ligada à família do governador;
  • Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, convocado para esclarecer possíveis conexões com operadores de um esquema de descontos irregulares em aposentadorias.

A convocação do ministro-chefe da AGU, Jorge Messias, será votada pelo colegiado após denúncias sobre o rombo no INSS que teriam chegado à Advocacia-Geral da União durante sua gestão como advogado-geral da União. A base governista já sinalizou que tentará barrar o pedido, como ocorreu em reuniões anteriores da CPMI.

Entre os itens da pauta também estão pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal da Zema Crédito Financeira, com o objetivo de investigar a “eventual vinculação entre decisões administrativas do governo federal, interesses eleitorais e atividades da financeira”, segundo o deputado Rogério Correia. A convocação do governador Romeu Zema é defendida por aliados do governo, que veem na oitiva uma oportunidade de desgastar um adversário político.

 

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
caminhoneiros-ameacam-greve-nesta-5a-(4/12).-o-que-se-sabe-sobre-caso

Caminhoneiros ameaçam greve nesta 5ª (4/12). O que se sabe sobre caso

Caminhoneiros de toda parte do país planejam iniciar, nesta quinta-feira (4/12), uma paralisação nacional com reivindicações trabalhistas, regulatórias e estruturais para o setor de transporte rodoviário de cargas. Apesar da intensa mobilização nas redes sociais, o movimento já nasce marcado pela divisão entre associações e cooperativas, colocando em dúvida a dimensão da adesão. Nem o próprio Zé Trovão (PL-SC), deputado federal que ficou conhecido nacionalmente por ser porta-voz dos caminhoneiros, defende a mobilização.

Segundo lideranças ouvidas pela agência O Movimento, a paralisação não tem caráter político-partidário — embora tenha recebido apoio público de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — e busca pressionar o governo federal por melhores condições de trabalho.

O caminhoneiro e influenciador Daniel Souza, articulador da greve de 2018, afirma que a categoria vive uma “realidade precária”, com baixa remuneração e falta de segurança nas estradas.

Outro líder nacional de 2018, conhecido como Junior, do Sindicam de Ourinhos, também aderiu à divulgação do ato.

Entenda as principais reivindicações do movimento

Segundo a apuração, entre as demandas apresentadas estão:

  • Estabilidade contratual para caminhoneiros autônomos;
  • Reestruturação do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas;
  • Aposentadoria especial após 25 anos de atividade comprovada;
  • Manutenção do piso mínimo do frete;
  • Congelamento das dívidas de autônomos por 12 meses;
  • Anistia administrativa e para envolvidos em manifestações na última década;
  • Isenção de pesagem entre eixos;
  • Criação de escolas técnicas do transporte e de uma Justiça do Transporte;
  • Isenção de IPI para renovação de frota;
  • Suspensão da Lei do Descanso;
  • Destinação de 30% das cargas de estatais aos autônomos;
  • Subsídio ao óleo diesel.

Leia também

A convocação ganhou “gasolina” após o desembargador aposentado Sebastião Coelho e o representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, Chicão Caminhoneiro, anunciarem que vão protocolar uma ação judicial para “legalizar” a paralisação.

“Teremos todo o suporte jurídico necessário para o ato, dentro da legalidade”, afirmou Chicão. Coelho, que recentemente convocou apoiadores de Bolsonaro para protestos por anistia, disse que estará junto ao grupo “em todo o desenrolar do processo”.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Sebastião Coelho (@desembargadorsebastiaocoelho)

Entidades divergem sobre a greve

Apesar da mobilização, existe uma parte significativa da categoria contestando o movimento.

O presidente da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC), Janderson Maçaneiro, o Patrola, afirma acreditar em um “movimento forte”, citando grande número de descontentes.

Já o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sindicam) declarou ao Metrópoles que apoiará qualquer decisão dos caminhoneiros, mas reforçou: “Quem faz a greve são os caminhoneiros, não o sindicato”.

Na Baixada Santista, porém, caminhoneiros autônomos e cooperativas rejeitaram a paralisação. O presidente da Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos do Porto de Santos (CCAPS), Marcelo Paz, afirma que não houve assembleia nem votação: “Para um movimento desses, precisa haver diálogo, assembleia e votação.”

A CCAPS, uma das maiores do país, diz não haver orientação para parar. Outras entidades regionais também se dizem alheias ao ato.

Expectativa é de adesão baixa

Francisco Burgardt, representante do Sindicam de Ourinhos e organizador do ato, informou que o movimento foi comunicado ao governo por meio de ofício entregue ao Palácio do Planalto. Ele espera uma paralisação gradual, com início em cerca de 40 pontos do país.

Ainda assim, representantes do setor avaliam que a falta de consenso deve resultar em adesão limitada, apesar do forte engajamento nas redes.

O deputado federal Zé Trovão, um dos principais nomes da categoria no Congresso, repudiou a greve. Em vídeo divulgado nessa quarta-feira (3/12), afirmou que o movimento não resolve as demandas estruturais do transporte:

“Querem fazer? Façam. Se der certo, ótimo, mas eu não vou apoiar.”

A possibilidade de um novo colapso logístico preocupa parte da população, entretanto, até o momento, não há indícios de que o ato se aproxime da paralisação de 2018. Naquele ano, caminhoneiros pararam por 10 dias contra os sucessivos reajustes do diesel, causando desabastecimento de combustíveis e alimentos em todo o país. O movimento só terminou após o governo Michel Temer aceitar negociar parte das exigências.

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
messias-consultou-ministros-do-stf-antes-de-fazer-pedido-a-gilmar

Messias consultou ministros do STF antes de fazer pedido a Gilmar

O advogado-geral da União, Jorge Messias, consultou alguns ministros do STF antes de solicitar a Gilmar Mendes que reveja a decisão que restringe pedidos de impeachment contra integrantes da Corte.

Segundo apurou a coluna, Messias se aconselhou com ministros do Supremo que estão ajudando o chefe da AGU a angariar votos junto a senadores para aprovar sua indicação ao STF.

Messias consultou ministros do STF antes de fazer pedido a Gilmar - destaque galeria4 imagensO ministro Gilmar MendesO advogado-geral da União, Jorge Messias, quer cobrar US$ 3,5 milhões de Eduardo e Jair BolsonaroGilmar Mendes quer mudar regras para impeachment de ministros do STFFechar modal.MetrópolesO ministro da AGU, Jorge Messias1 de 4

O ministro da AGU, Jorge Messias

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoO ministro Gilmar Mendes2 de 4

O ministro Gilmar Mendes

Reprodução/TV JustiçaO advogado-geral da União, Jorge Messias, quer cobrar US$ 3,5 milhões de Eduardo e Jair Bolsonaro3 de 4

O advogado-geral da União, Jorge Messias, quer cobrar US$ 3,5 milhões de Eduardo e Jair Bolsonaro

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografoGilmar Mendes quer mudar regras para impeachment de ministros do STF4 de 4

Gilmar Mendes quer mudar regras para impeachment de ministros do STF

Reprodução / Redes sociais

O indicado de Lula conversou, por exemplo, com os ministros André Mendonça e Nunes Marques. Ambos foram indicados à Corte por Jair Bolsonaro, mas estão ajudando Messias no Senado.

Leia também

De acordo com interlocutores do advogado-geral da União, ele decidiu consultar integrantes do Supremo para medir a temperatura antes de publicar sua manifestação sobre a decisão de Gilmar.

Na noite da quarta-feira (3/12), a AGU pediu a Gilmar que suspenda sua decisão até que o tema seja julgado pelo plenário virtual do STF. O julgamento está marcado para começar no dia 12 de dezembro.

Gilmar havia pedido a manifestação da AGU em setembro. Como Messias já era cotado ao STF à época, a pasta optou por não se pronunciar inicialmente, ausência registrada por Gilmar na decisão .

O despacho do decano do Supremo surpreendeu Messias. O indicado de Lula, segundo aliados, não esperava que o ministro daria uma decisão monocrática sobre o assunto antes do julgamento no plenário virtual.

A decisão, porém, veio à tona na manhã da quarta-feira, o que obrigou Messias a se pronunciar, sob o risco de senadores usarem a omissão da AGU para dificultarem ainda mais a vida de Messias.

Para aliados do indicado de Lula, a manifestação da AGU a Gilmar representa um aceno importante de Messias aos senadores, que criticaram duramente a decisão do decano do Supremo.

Por outro lado, porém, o advogado-geral da União pode ter desagradado uma ala do Supremo. Entre elas, a do ministro Alexandre de Moraes, alvo prioritário dos pedidos de impeachment.

0 comentários
FacebookTwitterLinkedinWhatsappEmail
Postagens mais recentes
Posts mais antigos

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.