Ali Noble, moradora do sul da Flórida (EUA) e uma entusiasta de antiguidades, pagou apenas US$ 3 (cerca de R$ 17 na cotação atual) por uma estátua de uma mão de criança. Porém, foi só depois de chegar em casa e limpar a peça que ela descobriu que aquela é uma rara escultura de mármore do século 19.

Arquivo pessoal/ Redes sociais
Para a revista estadunidense Newsweek, Ali contou que administra uma loja de antiguidades e estava fazendo compras em um brechó local quando viu a mão de mármore.
“Meu primeiro pensamento foi que provavelmente era [feito de] gesso moderno e que eu poderia pintar algumas tatuagens nele, pois tinha acabado de me inscrever para ter um estande em um festival de tatuagem”.
Entretanto, ao se aproximar da peça, a mulher conseguiu notar que a estátua tinha detalhes muito realistas, incluindo cutículas e as linhas de costura da roupa, na região do punho. “Quando fui pegá-la pela primeira vez que tive que pedir para meu parceiro pegá-la para mim”, relembrou Ali.
Porém, foi só depois de limpar a escultura, que estava coberta de sujeira e graxa, que ela descobriu o nome E A King na parte inferior da peça e a data em que ela foi feita: 1857.
Veja fotos da escultura:

A mulher compartilhou o achado nas redes sociais e, com a ajuda de uma comunidade especialista em antiguidades, fez outras descobertas.
“Algumas pessoas conseguiram localizar Emanuel A. King, que tinha filhos que teriam aproximadamente a idade que a mão parece ter”, revelou. “Outra pessoa encontrou referências a King em um livro sobre o Condado de York, na Pensilvânia, onde se referiam a ele como um cortador de mármore, escultor e um empresário proeminente.”
Peça memorial
Durante as pesquisas, Ali Noble descobriu, ainda, que entre o início e meados de 1800 era comum que familiares encomendassem esculturas de mãos, em mármore, de entes queridos falecidos. Tendo isso em vista, Ali Noble acredita que a estátua se trata de uma peça memorial.
A entusiasta, agora, planeja o que fazer com a estátua. “Ela está em exposição na minha casa, ao lado de outras antiguidades do mesmo período que eu comprei em brechós”, disse. “[Porém] estou indecisa se vou ficar com ela ou não. Tenho uma loja de antiguidades na qual estou tentada a listá-la. [Mas para] esse tipo de coisa é mais adequado para um leilão”, finalizou a mulher.


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