A Polícia Civil de São Paulo identificou o condutor suspeito de colidir contra um motociclista de 66 anos, atropelá-lo novamente no chão e fugir do local sem prestar nenhum tipo de assistência. O caso ocorreu na madrugada deste sábado (18), na Estrada de Itapecerica, localizada no bairro Jardim Amália, zona sul da capital paulista. O investigado é o advogado Jeferson Nascimento Barros, de 35 anos, que responderá pelo crime de tentativa de homicídio. Ele segue foragido.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, o advogado retornava de uma casa noturna na região do Campo Limpo, também na zona sul, acompanhado de dois conhecidos. Barros estava na direção de seu veículo particular no momento em que causou o atropelamento generalizado.
O motociclista ferido foi resgatado por equipes do Corpo de Bombeiros e encaminhado a um pronto-socorro da região. Segundo as últimas atualizações médicas, ele permanece internado, mas seu quadro de saúde é considerado estável e sem risco de morte.
Imagens de câmeras de monitoramento registraram a sequência da ocorrência. O acidente inicial aconteceu quando o automóvel conduzido pelo advogado realizou uma conversão em local proibido na via, atingindo em cheio a motocicleta.
O registro visual foca no cenário posterior à batida: o idoso aparece deitado e imóvel no asfalto enquanto pedestres e testemunhas começam a sinalizar a pista para isolar a área e acionar o socorro médico. Parte do grupo tentou cercar o veículo para impedir que o motorista abandonasse o perímetro da colisão.
Desobedecendo às ordens das testemunhas, o condutor acionou a marcha à ré, atingindo a moto caída. Logo em seguida, arrancou para a frente, passando com as rodas do carro por cima do corpo da vítima. O veículo chegou a ficar parado sobre o idoso por alguns segundos antes de acelerar e fugir em alta velocidade.
A equipe de investigação da Polícia Civil colheu depoimentos de testemunhas presenciais e de um dos passageiros que viajava no carro com o advogado. O colega confirmou aos policiais que o trio havia passado a noite em uma festa, mas evitou responder se o motorista havia ingerido bebidas alcoólicas.
Por outro lado, as pessoas que tentaram conter o avanço do automóvel logo após o primeiro choque relataram aos inspetores que os ocupantes do carro exibiam sinais visíveis de embriaguez e desorientação. Os peritos criminais analisam as mídias digitais e realizam buscas no endereço do advogado para intimá-lo formalmente a prestar esclarecimentos.
