Nesta sexta-feira (2) o desaparecimento da estudante Rairleny Ganum da Silva, de 20 anos, e do aposentado Arnaldo Reis Praxedes, de 63 anos, completa exatamente um ano. A polícia continua sem pistas e familiares procuram uma resposta para o que possa ter acontecido.
Rairleny e Arnaldo são pais de uma criança que atualmente tem 5 anos. Eles estavam separados conjugalmente, mas mantinham contato para tratar das coisas do filho. No dia do desaparecimento, Arnaldo chegou até a casa da família de Rairleny, localizada no bairro Jardim Eldorado, e a chamou para ir trabalhar fazendo faxina na casa de um conhecido, essa foi a última vez que a família viu a jovem.

A polícia continua sem novas pistas sobre o desaparecimento de Rairleny e Arnaldo /Foto: Reprodução
O carro do aposentado foi encontrado no dia seguinte no Ramal do Pica-Pau, região da Estrada do Amapá, totalmente incendiado. As investigações ficaram a cargo do Delegado Pedro Paulo Buzolin, que trabalha com três hipóteses do que possa ter acontecido com o casal, são elas: latrocínio, homicídio ou sequestro.
Em contato com o delegado, Buzolin informou que ainda não tem novidades sobre o caso. “É um caso complexo que ainda não conseguimos desvendar. Estamos aguardando a chegada dos extratos bancários da conta de Arnaldo Praxedes para dar mais um rumo às investigações. Até o momento não temos mais novidades”, disse o delegado.
O senhor Sebastião Bezerra, pai de Rairleny Ganum, segue inconformado, ele revela que existe imagens das câmeras de segurança de vizinhos de Arnaldo, que estão em poder da Justiça e que podem ajudar nas investigações, mas toda vez que vão à delegacia retornam sem novidades.

Os pais de Rairleny Ganum seguem em busca de respostas /Foto: Reprodução
As imagens, segundo Sebastião, mostram o carro de Praxedes estacionando em frente da sua residência, localizada do Centro da cidade, pelo menos três vezes. Nas duas primeiras ele estava sozinho, mas na última, poucas horas depois de buscar Rairleny da casa da família, um homem não identificado sai do veículo, deixando o motorista no carro e retorna com um lençol e um galão de água mineral na mão, em seguida saem tomando rumo desconhecido. Os familiares de Arnaldo, ainda segundo Sebastião, não permitem a entrada de ninguém na casa, mesmo para pegar as coisas do neto e nem parecem preocupados com o paradeiro do aposentado.
Emocionada, a mãe de Rairleny, Rarifa Ganum, não se conforma com o desaparecimento da filha e pede respostas. “Hoje faz um ano que não tenho notícias da minha filha e a polícia só sabe me dizer que não tem pistas. A dor é maior porque o filho dela que mora comigo pergunta pela mãe e o que eu só posso dizer é que ela vai voltar. É muito difícil não saber se ela está viva ou morta, meu coração não aceito. Peço justiça que faça alguma coisa e tome providências mais ágeis neste caso”, finalizou a mãe.
