Carreteiros prometem manter ponte na divisa com a Bolívia fechada por tempo indeterminado

Por Suporte 09/01/2015 às 21:25

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Uma prisão ilegal seguida de agressão a um carreteiro de nacionalidade brasileira por parte da polícia boliviana foi o estopim para que, pelo menos, 30 motoristas, de sete transportadoras (cinco brasileiras e duas bolivianas), interditassem o acesso, pela Aduana, na cidade de Epitaciolândia, à cidade boliviana de Cobija.

De acordo com informações repassadas à reportagem da ContilNet Notícias pelo policial rodoviário federal, Carlos Portela, os carreteiros se revoltaram pela prisão do caminhoneiro Fábio Joanir, funcinário de uma firma com sede em Brasileia.

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De acordo com relatos, Fábio teria estacionado na fronteira, entre Cobija e parte brasileira, mas foi proibido de ficar no local boliviano e ao mudar de lugar acabou derrubando um poste de energia, desencandeado assim o confronto com a policia do país vizinho.

“Quando Fábio foi sair a carroceria encostou no poste de madeira que fica na beira da rua e não na calçada, o poste quebrou, logo o policial tomou a chave e os documentos e levou Fábio preso, ficando até as 6 horas desta sexta-feira (8). Fábio fez vários pedidos e que pagaria o poste, mesmo assim foi preso. Ele teria que ligar para o patrão em Brasiléia e pedir o dinheiro que os policiais estava pedindo, que segundo informações extra oficiais, seria 10.000,00 bolivianos que dá mais de R$ 4.000,00. Fábio foi preso e apanhou bastante”, relata uma das testemunhas, que afirmou que o carreteiro só foi liberado horas depois do patrão dele ter pago a quantia exigida.

O caso de Fábio nao é o único, vários outros profissionais do transporte declaram que estão revoltados com o tratamento que recebem das autoridades bolivianas quanto a entrega de mercadorias do outro lado da fronteira. De acordo com os manifestantes, a entrega das cargas em Cobija demoram até uma semana para serem concluídas, por conta da burocracia da localidade, sem contar com o péssimo tratamento que recebem das autoridades daquele país.

Revoltados com toda a situação, os carreteiros decidiram bloquear a passagem na fronteira, bem em frente ao posto aduaneiro. A cada instante a situação se agrava mais, já que alguns caminhões que transportam combustíveis para o lado boliviano estão impedidos de cruzar a fronteira.

Uma comissão de empresários e comerciantes, além de representantes da Associação Comercial dos Municípios do Alto Acre estão reunidos com autoridades bolivianas para tentar encontrar uma solução para o problema e para diminuir o tempo de permanência dos caminhoneiros na descarga dos produtos transportados. Por sua vez, os manifestantes afirmam que o protesto é por tempo indeterminado até que se tenha uma solução definitiva para a situação.

Conteúdo Original / Fonte: Gina Menezes, da Redação da ContilNet Notícias

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