protesto
Uma prisão ilegal seguida de agressão a um carreteiro de nacionalidade brasileira por parte da polícia boliviana foi o estopim para que, pelo menos, 30 motoristas, de sete transportadoras (cinco brasileiras e duas bolivianas), interditassem o acesso, pela Aduana, na cidade de Epitaciolândia, à cidade boliviana de Cobija.
De acordo com informações repassadas à reportagem da ContilNet Notícias pelo policial rodoviário federal, Carlos Portela, os carreteiros se revoltaram pela prisão do caminhoneiro Fábio Joanir, funcinário de uma firma com sede em Brasileia.

De acordo com relatos, Fábio teria estacionado na fronteira, entre Cobija e parte brasileira, mas foi proibido de ficar no local boliviano e ao mudar de lugar acabou derrubando um poste de energia, desencandeado assim o confronto com a policia do país vizinho.
“Quando Fábio foi sair a carroceria encostou no poste de madeira que fica na beira da rua e não na calçada, o poste quebrou, logo o policial tomou a chave e os documentos e levou Fábio preso, ficando até as 6 horas desta sexta-feira (8). Fábio fez vários pedidos e que pagaria o poste, mesmo assim foi preso. Ele teria que ligar para o patrão em Brasiléia e pedir o dinheiro que os policiais estava pedindo, que segundo informações extra oficiais, seria 10.000,00 bolivianos que dá mais de R$ 4.000,00. Fábio foi preso e apanhou bastante”, relata uma das testemunhas, que afirmou que o carreteiro só foi liberado horas depois do patrão dele ter pago a quantia exigida.
O caso de Fábio nao é o único, vários outros profissionais do transporte declaram que estão revoltados com o tratamento que recebem das autoridades bolivianas quanto a entrega de mercadorias do outro lado da fronteira. De acordo com os manifestantes, a entrega das cargas em Cobija demoram até uma semana para serem concluídas, por conta da burocracia da localidade, sem contar com o péssimo tratamento que recebem das autoridades daquele país.
Revoltados com toda a situação, os carreteiros decidiram bloquear a passagem na fronteira, bem em frente ao posto aduaneiro. A cada instante a situação se agrava mais, já que alguns caminhões que transportam combustíveis para o lado boliviano estão impedidos de cruzar a fronteira.
Uma comissão de empresários e comerciantes, além de representantes da Associação Comercial dos Municípios do Alto Acre estão reunidos com autoridades bolivianas para tentar encontrar uma solução para o problema e para diminuir o tempo de permanência dos caminhoneiros na descarga dos produtos transportados. Por sua vez, os manifestantes afirmam que o protesto é por tempo indeterminado até que se tenha uma solução definitiva para a situação.