Quase um ano após a morte da assessora jurídica Juliana Chaar Marçal, de 36 anos, a Justiça concluiu, nesta terça-feira (2), os interrogatórios dos réus durante a audiência de instrução e julgamento realizada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar.
Durante a fase de instrução, as vítimas da tentativa de homicídio, Ledo Patrício da Silva e Johnny Siqueira Passos, prestaram depoimento ainda na segunda-feira (1º). Já nesta terça, foram ouvidas as demais testemunhas do processo, incluindo as indicadas pela defesa dos acusados.
No período da tarde, foram interrogados o advogado Keldheky Maia e o agropecuarista Diego Luís Góes Passos. Keldheky responde por duas tentativas de homicídio, enquanto Diego foi denunciado pelo Ministério Público pela morte de Juliana Chaar.
Segundo consta na denúncia, os fatos aconteceram após uma confusão iniciada em uma casa noturna da capital e que se estendeu para a área externa do estabelecimento. Durante o tumulto, Juliana foi atingida por uma caminhonete conduzida por Diego Passos. A assessora jurídica chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos graves ferimentos.
O advogado Keldheky Maia também foi denunciado por supostamente efetuar disparos de arma de fogo contra Johnny Passos e Ledo Patrício. Os dois acusados chegaram a ser presos durante as investigações, mas atualmente respondem ao processo em liberdade.
Toda a audiência ocorreu por videoconferência. Ao final da sessão, a defesa de Diego Passos solicitou a juntada de novos vídeos aos autos. Após a anexação do material e o decurso do prazo processual, o Ministério Público e as defesas serão intimados para apresentar as alegações finais.
Encerrada essa etapa, caberá ao juiz responsável pelo caso decidir se os acusados serão pronunciados e levados a julgamento pelo Tribunal do Júri ou se o processo seguirá outro encaminhamento previsto na legislação.
Relembre o caso
Juliana Chaar Marçal morreu após ser atropelada durante uma confusão registrada na saída de uma casa noturna em Rio Branco. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que uma caminhonete atinge a vítima durante o tumulto.
O caso teve grande repercussão no Acre e deu origem a duas frentes de investigação: uma relacionada ao atropelamento que resultou na morte de Juliana e outra envolvendo disparos de arma de fogo que deixaram duas pessoas feridas.
Com a conclusão da fase de instrução, o processo entra agora em sua reta decisiva, aguardando a manifestação final das partes e a decisão judicial sobre a realização ou não do júri popular.
