O corpo do taxista Mizael Santos Freitas, de 35 anos, encontrado por moradores da BR-317, em Epitaciolândia, na madrugada de sábado (10), teve que esperar cerca de cinco horas para poder ser resgatado pelo Instituto Médico Legal (IML).
O taxista participava da reinauguração de um balneário, localizado a cerca de dois quilômetros da cidade de Epitaciolândia, quando sofreu o acidente.
O jornalista Alexandre Lima, do site O Alto Acre, que fez uma reportagem sobre a tragédia, disse que todas as pessoas que morrem envolvidas em acidente no Alto Acre passam por esta “humilhação”.
“A culpa não é do pessoal do IML, mas dos governantes do Estado que não se preocupam em implantar uma unidade pericial em uma das cidades que fazem parte desta região. É de partir o coração ver a humilhação e a revolta dos familiares de vítimas que ficam muitas horas no local do acidente esperando pelo resgate”, conta Lima.
De acordo com Alexandre, o atual governo teria prometido a implantação de um posto do IML em Epitaciolândia, que até hoje não chegou. “Tinha mais de um milhão de reais, equipamentos e peritos para a instalação de um local para atender as vítimas de acidentes, mas não sei o que aconteceu”, lembra o jornalista.
Caiu de altura de 10 metros
O taxista caiu de uma altura aproximada de 10 metros em um açude localizado no km 1, da BR-317, por volta das três horas da madrugada e só foi socorrido porque moradores das proximidades ouviram um forte barulho e decidiram ir ao local para ver o que tinha acontecido.
Ao chegarem ao local do acidente, os moradores não conseguiram identificar o que teria acontecido, mas uma árvore tombada os levou ate a margem de um açude, de onde viram que um pisca alerta emitia uma luz de dentro das águas. Só então perceberam que seria de um veículo.
Com a chegada do IML, quase cinco horas depois do acidente, o corpo de Mizael foi encaminhado para Rio Branco, onde foi periciado e liberado para sepultamento.
(Com informações do O Alto Acre)
