Relatos considerados graves pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) apontam que crianças acolhidas na Casa Lar de Ibaiti, no Norte Pioneiro, teriam sido submetidas a castigos físicos e psicológicos que incluíam ser colocadas de cabeça para baixo em um varal, andar de joelhos e permanecer isoladas em um quarto escuro.
As denúncias foram detalhadas pela promotora Kamila Cristina Vanelli, responsável pelo caso, em entrevista à RPC. Segundo ela, as primeiras informações chegaram de forma anônima em setembro do ano passado e descreviam situações de violência como gritos, puxões de cabelo e outras agressões dentro da instituição.
Com o avanço das investigações, novos depoimentos reforçaram a gravidade do caso. Entre os relatos, crianças teriam sido suspensas de cabeça para baixo em um varal por cerca de 20 segundos como forma de punição, além de serem obrigadas a andar de joelhos na calçada e submetidas a isolamento em quarto escuro.
O Ministério Público afirma que as práticas não seriam isoladas e podem ter ocorrido ao longo de vários anos. Depoimentos de acolhidos, ex-acolhidos e ex-funcionários, além de imagens de câmeras de segurança e análises de celulares, estão sendo usados para sustentar a investigação.
As apurações também indicam que a direção da entidade teria conhecimento das situações e participação na definição dos castigos aplicados. Outro ponto sob investigação envolve a destinação de doações feitas à instituição, que, segundo relatos, não estariam chegando às crianças.
Atualmente, os acolhidos permanecem na Casa Lar sob supervisão da Prefeitura de Ibaiti e recebem acompanhamento psicológico



