Após a publicação de uma carta denúncia que alertava a respeito sobre as atividades do major Ruiz a frente da do 7º Batalhão de Polícia Militar, localizado em Tarauacá, que tratava sobre possíveis atos de corrupção e abuso de autoridade por parte do major, ele resolveu entrar em contato com a redação da ContilNet e pedir seu direito de resposta.
O major então enviou seu direito de resposta contrapondo pontos levantados pela carta denúncia, e esclarecendo sua versão do fatos. Abaixo o direito de resposta na íntegra:

Direito de resposta enviado pelo major à redação
O comandante também enviou à redação uma nota de repúdio, que de acordo com ele foi produzida e assinada de livre e espontânea vontade por membros da corporação, qual afirma que “este não é o sentimento dos policiais que fazem parte do 7º BPM”. O texto traz afirmações em defesa da índole do major e do respeito que este tem com seus comandados, e reforça que as denúncias não afetarão o desempenho do Batalhão.

Carta de repúdio enviada à ContilNet /Foto: Reprodução
Entenda o caso:
Carta denúncia acusa major de Tarauacá de corrupção e abuso de autoridade
No entanto
Apesar da nota emitida pelo major Ruiz, comandante do 7° Batalhão da Polícia Militar do Acre, sediado na cidade de Tarauacá, as denúncias protegidas pelo sigilo da fonte dão conta de que os atos contrários ao Código Militar continuam a ocorrer naquela cidade.
A testemunha repassou um vídeo à reportagem da ContilNet e afirmou que se trata de um ‘gato’ saindo do prédio da PM em direção à casa do comandante.
https://youtu.be/zotMngqLGZU
Segundo os denunciantes, o major Ruiz teria redigido uma carta de repúdio e esteria obrigando os praças a assinarem, sob ameaça. “Os militares, com medo da perseguição, estão assinando. Estamos acionando a nossa associação, a AME, para esta se manifestar sobre o tema”, comentou o informante.
Os denunciantes revelaram: “(…) os guerreiros assinaram sob ameaça, ele dizia que quem não assinasse era suspeito e ia ser investigado […] Mas o militares aqui tão vibrando com a matéria da ContilNet […] Ele mandou os fiéis escudeiros dele ir de casa em casa colhendo assinaturas […] Como ninguém é besta para ser suspeito e sofrer perseguição, assinavam”.
Comandante faz advertências veladas
No grupo de WhatsApp dos PMs de Tarauacá, o major Ruiz publicou uma nota de repúdio e reafirmou o compromisso com a corporação, dizendo ter sido vítima de golpe, tratando a atitude como traição caluniosa. A palavra “TRAIÇÃO” foi destacada em letras maiúsculas e citada três vezes no texto.

De forma velada e eufemística, o comandante disse “rogar a Deus pela misericórdia de quem fez a traição”. Na mesma linha afirmou: “E peço a Deus que nos proteja, pois caso estejamos em um confronto com um bandido e essa pessoa esteja na linha de frente [que] ele não venha a vitimar mais um irmão de farda”.
O major Ruiz disse que está fazendo esforço para levar o que há de melhor para o batalhão, afirmando ainda serem imensas as dificuldades. “Não vou mudar em nada o trato com os senhores, pois sei que esse ato de traição não atinge só ao ‘Cmdo’, mas também aqueles que querem ver o bem do nosso batalhão”.
