Mulher e amante são presos suspeitos de envenenar empresário

Laudo aponta que dono de funerária em Videira (SC) recebeu doses de substâncias tóxicas e soda cáustica

Por Redação ContilNet 16/05/2026 às 12:32
Sede da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Videira, responsável pelo esclarecimento do caso/ Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu preventivamente uma mulher e seu suposto amante sob a acusação de arquitetarem e executarem o assassinato por envenenamento do empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos. O crime ocorreu em fevereiro deste ano no município de Videira, no meio-oeste catarinense, onde a vítima era proprietária de uma empresa de serviços funerários. Os desdobramentos do caso foram divulgados pelas autoridades nesta semana.

A reviravolta nas investigações ocorreu após a conclusão dos exames laboratoriais complementares realizados no corpo do empresário. Os laudos periciais de toxicologia identificaram uma combinação letal de agentes químicos no sangue da vítima, que incluía metanol, soda cáustica e aldicarbe — substância popularmente conhecida como chumbinho.

Com os resultados periciais em mãos, a Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Videira passou a monitorar o círculo próximo de Alves. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Édipo Flamia Hellt, as diligências revelaram que a viúva mantinha um relacionamento extraconjugal com o outro suspeito há mais de um ano.

A linha de investigação aponta que os amantes planejaram a morte do comerciante com o objetivo de assumir publicamente o relacionamento e usufruir do patrimônio financeiro da vítima. Para não levantar suspeitas, a dupla ministrou as substâncias de forma gradual para tentar fazer com que o óbito fosse atestado como morte natural decorrente de problemas de saúde.

O plano dos suspeitos incluiu também o monitoramento do período em que o empresário esteve hospitalizado. A apuração policial constatou que a esposa pagou propina a um enfermeiro da unidade médica onde o marido estava internado para obter informações privilegiadas e diárias a respeito da evolução do quadro clínico de Alves.

Diante do conjunto de provas reunido pela DIC, a Justiça catarinense expediu os mandados de prisão preventiva contra o casal. Os dois foram formalmente indiciados por homicídio doloso qualificado. A tipificação penal inclui as qualificadoras de motivo torpe, emprego de veneno e utilização de meio insidioso e cruel, recurso que eliminou qualquer possibilidade de defesa por parte da vítima. A polícia não informou se o profissional de saúde envolvido no vazamento de informações responderá a processo.

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