
“Buldogue” e Liliana Miranda /Foto: Arquivo pessoal
Liliana Miranda (38), esposa do ex-presidiário “Buldogue” que supostamente foi baleado em uma emboscada na Baixada da Sobral, afirmou à reportagem de ContilNet que os relatos que estão sendo repassados nas redes sociais sobre a suposta agressão por parte dela contra a funcionária do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), não estariam contando o que realmente teria acontecido.
Liliana diz que em momento algum teria havido a invasão da sala de emergência, e que o desespero que supostamente aparentava no momento em que chegou ao hospital, acompanhada da mãe de “Buldogue”, era por estar extremamente preocupada com a situação do marido, e devido a esse fato buscavam informações sobre o caso na parte interna da unidade.
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A senhora de 38 anos fez questão de reconhecer que agressão não é a melhor maneira para se resolver um conflito, mas o despreparo da equipe que a atendeu e a falta de respeito nas palavras que teriam sido ditas pela funcionária do hospital, teriam inflamado a situação.
“A mulher se sentiu no direito de usar palavras pejorativas enquanto expulsava a mim e a mãe da vítima, uma senhora de 65 anos, falei à ela que nos respeitasse, foi quando então ela veio em nossa direção e esbarrou em mim, foi quando então fomos às vias de fato.”
Quando questionada sobre que tipo de palavras a funcionária teria utilizado para tentar removê-la do local Liliana diz: “Ela falou, ‘xô xô xô daqui agora’, e eu a avisei que ali não havia nenhuma galinha e que nos respeitasse”.
Liliana ainda reforçou as críticas à unidade de saúde, baseando-se em casos que aconteceram ainda esse ano, como a situação em que um policial teria puxado uma arma e exigido que a filha fosse atendida.
“Não é de hoje que se ouvem relatos de descasos por parte de alguns atendentes da unidade de saúde citada em questão, o melhor exemplo disso é o caso em que um policial precisou puxar uma arma para ter a filha atendida”, disse.
A esposa de “Buldogue” diz estar muito preocupada com a situação do marido e pede que ele seja tratado pela equipe médica como qualquer outra pessoa seria.
“Independente de cor, raça, nível social e vida pessoal todos os pacientes e familiares devem ser tratados com respeito e dignidade por parte dos profissionais”, finalizou.
