Execução de jovem pode ter sido ordenada de dentro de presídio; entenda

Crime envolveu sequestro, invasão de casa e terminou com cinco presos; polícia busca outros suspeitos

Por Redação ContilNet 03/05/2026 às 11:28
Execução de jovem pode ter sido ordenada de dentro de presídio/Foto: Reprodução

A execução do jovem Tarsis Hárife Soares de Barros, de 20 anos, pode ter sido articulada de dentro do Complexo Penitenciário de Rio Branco. Essa é uma das linhas de investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura a dinâmica do crime ocorrido na noite de quinta-feira (30), no Ramal do Brás, região do bairro Belo Jardim.

Segundo as investigações, o caso começou ainda na Cidade do Povo, onde um grupo armado invadiu uma residência na Rua Florindo Poersch. No local, uma mulher e a filha foram rendidas enquanto parte dos criminosos saiu para capturar o jovem. Tarsis foi levado até o Ramal do Brás, onde foi morto com vários disparos de arma de fogo, incluindo tiros na cabeça.

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Durante a ação, equipes da Força Tática do 2º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas e receberam informações de que os suspeitos estavam em deslocamento com a vítima. Ao chegarem à região indicada, os policiais localizaram um veículo roubado com cinco ocupantes.

De acordo com a polícia, os suspeitos assumiram participação no crime e indicaram o local onde o corpo havia sido deixado. A vítima foi encontrada já sem vida, com múltiplas perfurações causadas por tiros.

Foram presos Adaildo da Silva Gomes, Jairo Gabriel Pereira de Oliveira, João Victor de Souza Lima, Kenne Virgínio do Nascimento e Ana Cláudia Moura da Silva. O grupo foi encaminhado à Delegacia de Flagrantes (Defla), onde foi autuado por sequestro com cárcere privado seguido de morte, roubo qualificado, porte ilegal de arma de fogo e participação em organização criminosa.

O delegado responsável pelo caso também ouviu testemunhas, entre elas a proprietária do carro roubado e sua filha. Além disso, a polícia já identificou outros dois envolvidos, que não estavam no momento da abordagem e conseguiram fugir. A suspeita é de que eles tenham permanecido na residência invadida para impedir que as vítimas acionassem a polícia.

As investigações seguem para esclarecer a motivação do crime e confirmar a possível participação de integrantes de facção criminosa, inclusive com ordens partindo de dentro do sistema prisional.

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