
Adolescente exibe hematomas e cortes pelo corpo
Os familiares de T. C. N, 17 anos, usaram as redes sociais no último domingo (12) para divulgar imagens do adolescente bastante machucado e afirmaram que ele foi torturado por policiais militares na noite de sábado (11) após participar de uma festa no bairro Aeroporto Velho, em Rio Branco.
Na manhã desta segunda-feira (13), o menor, acompanhado da mãe, Olinda Gonçalves, esteve na Corregedoria da Polícia Militar para formalizar denúncia contra os militares, que, segundo ele, o espancaram.
Ele realizou exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e seguiu para o Ministério Público do Acre, onde formalizou outra denúncia contra os agentes.
Por telefone, Olinda Gonçalves afirmou estar muito abalada com a tortura que o filho sofreu e que buscará reparação e a punição dos culpados. “O que fizeram com ele foi tortura e policiais não podem fazer esse tipo de coisa. Vamos buscar justiça. Queremos que quem fez isso seja punido”, disse.
Olinda relatou que o estado do filho adolescente é lamentável e que, além dos pontos que levou na cabeça, apanhou bastante nas pernas e braços. “Ele apanhou muito. Bateram muitos nas pernas e braços dele. Ele está muito machucado.”
Segundo o depoimento da irmã do menor agredido, Thairine Costa, 22, o rapaz foi abordado na residência particular onde se encontrava, algemado e em seguida foi levado a um local ermo, onde teria sido espancado pelos militares. “Ele não estava fazendo nada e nem reagiu. A polícia deveria estar combatendo a violência”, criticou.

Adolescente ficou com marcas de agressão nas costas e pernas – Foto: Arquivo pessoal
A corregedora da Polícia Militar, coronel Socorro Freitas, confirmou que a família do adolescente formalizou a denúncia e disse que o órgão terá 40 dias para investigar o caso. Ela frisou que, em caso de comprovação da culpa, os policiais poderão ser punidos.
“Agora com a denúncia formalizada será instaurado o procedimento preparatório e iremos investigar o que aconteceu. Se realmente aconteceu, nada justifica esse tipo de comportamento”, comentou.
A corregedora informou ainda que tudo indica que o processo resultará na convocação de muitas testemunhas, haja vista que o menor não conseguiu identificar o rosto dos supostos agressores.
O secretário de segurança, Ermylson Farias, afirmou à reportagem da ContilNet que confia no trabalho da Corregedoria da Polícia Militar e frisou que, em caso de culpa comprovada, os agentes devem ser punidos.