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“Foi fatalidade”, diz instrutor preso por morte de jovem em rope jump

Por Redação ContilNet Fonte: Redação ContilNet 16/06/2026 às 09:45
"Foi fatalidade", diz instrutor preso por morte de jovem em rope jump

Reprodução.

Luis Felipe Egoroff e outros dois operadores foram mantidos presos por homicídio doloso; jovem de 21 anos despencou de uma altura de 30 metros sem amarração.

Os desdobramentos da trágica morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump (salto de corda em queda livre), ganharam novos capítulos com o teor dos depoimentos dos responsáveis. O acidente ocorreu no último sábado (13/6), na famosa Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. Três instrutores foram presos em flagrante sob a acusação de homicídio doloso.

Durante os depoimentos prestados à Polícia Civil, os operadores do evento tentaram se defender alegando que o ocorrido fugiu totalmente do controle técnico da equipe. Segundo as defesas, os equipamentos e procedimentos vinham sendo monitorados ao longo de todo o dia do evento, que reuniu dezenas de participantes na estrutura abandonada.

Alegação de erro imprevisível e dinâmica de socorro na ponte

De acordo com as atas da audiência de custódia, o Poder Judiciário de São Paulo optou por converter a prisão do trio em preventiva, apontando falhas gravíssimas na conduta dos organizadores.

Conforme os registros do inquérito divulgados pelo jornalista Marcus Pontes para o portal METRÓPOLES, o instrutor Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, afirmou em seu depoimento de pouco mais de 7 minutos que o acidente foi uma “fatalidade” e que a equipe está sem entender a falha até o momento. O acusado relatou ainda que, assim que percebeu a queda livre da jovem, desceu de rapel para tentar prestar socorro, encontrando uma enfermeira que realizava manobras de RCP na vítima até a chegada das equipes médicas de resgate.

Além de Egoroff, os instrutores Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, também seguirão detidos. O magistrado responsável pelo caso destacou que os três atuaram em conjunto e arremessaram a jovem de uma altura de aproximadamente 30 metros sem conferir se os protocolos elementares de segurança — como o correto encaixe da corda guia ao arnês da jovem — haviam sido cumpridos. Maria Eduarda foi a 17ª pessoa a saltar no evento, onde cada participante desembolsava o valor de R$ 180 pela experiência radical.

O que causou o acidente de rope jump em Limeira?

A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após ser lançada do alto de uma ponte sem que a corda de segurança principal estivesse devidamente conectada ao seu corpo.

O que disseram os instrutores de rope jump presos em São Paulo?

Os instrutores alegaram em depoimento à Polícia Civil que o episódio foi uma “fatalidade” inexplicável, afirmando que realizaram vistorias rigorosas em todos os saltos anteriores.

Qual é a situação judicial dos organizadores do salto radical?

A Justiça de São Paulo decidiu manter os três instrutores presos preventivamente por homicídio doloso, alegando que agiram com total inobservância das regras básicas de segurança.

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