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Justiça condena segundo envolvido na morte do empresário Jorge das Flores

Por Everton Damasceno, ContilNet Fonte: Tião Maia, ContilNet 04/04/2023 às 06:00

O segundo homem envolvido no assalto seguido de morte (latrocínio) do empresário Jorge de Souza Batista, de 65 anos, o “Jorge das Flores”, alvejado a tiros dentro da sua floricultura no bairro Bosque, em Rio Branco, no dia 5 de fevereiro de 2022, está condenado a mais de 20 anos de prisão em regime inicialmente fechado.

Decisão neste sentido foi tomada pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), cujos desembargadores (3) seguiram o voto do relator Samuel Martins Evangelista ao acatar recurso do Ministério Público do Estado (MPAC) contra a absolvição do acusado, por falta de provas.

O crime contra o empresário foi praticado por Juliano Salvador Julião, de 27 anos, já como condenado pela Vara de Delitos Roubos e Extorsões da Comarca de Rio Branco como o homem que atirou e matou Jorge das Flores.

Seu comparsa, Igor Cavalcante de Souza, preso dias após o crime numa fazenda na zona rural de Acrelândia, na fronteira com a Bolívia, é acusado de ter fornecido  a arma (uma pistola) com a qual Julião matou o empresário.

A defesa de Igor Cavalcante conseguiu sua absolvição em julgamento sob a alegação de que não haveria provas do crime contra ele já que, na hora do assalto, ele não estava no local. Investigações executados pelo delegado Leonardo Santa Bárbara, da Delegacia Especializada de Combate a Roubos e Extorsões (Decore), sustentou que Igor, além de comandar uma célula de uma facção criminosa que age no Bairro Raimundo Melo, em Rio Branco e emprestar a arma, mandou executar o empresário.

Após isso, ele fugiu para uma chácara no município de Acrelândia, distante 95 km de estrada e mais 60 km de ramal do núcleo urbano do município. Para chegar até o mandante, a equipe da Decore cumpriu mandados de busca e apreensão na casa da mãe e avô de Igor.

No local, os policiais encontraram objetos roubados durante um assalto na madrugada de 4 de fevereiro a uma família um dia antes do assalto contra Jorge das Flores.

Preso e levado a julgamento, apesar e seu hsitórico criminoso, Igor chegou a ser absolvido, mas o MPAC não se conformou. O desembargador Samoel Evangelista concordou com o recurso e Igor foi condenado como mandante do crime ao mesmo período de prisão do executor do crime: mais de 20 anos de prisão.

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