16/09/2026

Líder de facção no Acre vivia em João Pessoa com identidade falsa, diz polícia

Em todo o país, foram expedidos 173 mandados de busca e apreensão e 106 de prisão

Por Redação ContilNetAtualizado
Na Paraíba, as equipes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão e cinco ordens de prisão | Foto: Ascom

Uma investigação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) descobriu que um homem apontado como liderança de uma facção criminosa do Acre estava vivendo na Paraíba com uma identidade falsa. O suspeito mantinha residência em João Pessoa e foi um dos alvos da Operação Muro de Gesso, realizada nesta quarta-feira (16).

Segundo a apuração, mesmo longe do Acre, o investigado continuaria ligado à estrutura criminosa. A suspeita é de que ele tenha adotado o nome falso como forma de dificultar sua identificação e evitar que sua ligação com os crimes investigados fosse descoberta.

A operação também revelou um patrimônio considerado incompatível com a ausência de uma atividade profissional legal registrada em nome do suspeito. Os investigadores encontraram imóveis residenciais e comerciais, apartamentos de alto padrão e veículos de luxo que estariam relacionados ao grupo.

Para tentar esconder a propriedade desses bens, familiares e outras pessoas próximas seriam utilizadas como titulares dos patrimônios. Essa prática, conhecida como uso de “laranjas”, é investigada como uma das formas usadas pelo grupo para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Na Paraíba, as equipes cumpriram 14 mandados de busca e apreensão e cinco ordens de prisão, principalmente em João Pessoa e Cabedelo. A Justiça também determinou o sequestro de 29 imóveis e dois veículos, além do bloqueio de até R$ 8 milhões em contas, bens e outros valores.

A investigação aponta ainda que a organização teria participação em operações de tráfico de drogas entre diferentes estados. Em ações relacionadas ao grupo, cerca de 396 quilos de cocaína foram apreendidos.

A Muro de Gesso faz parte de uma ofensiva maior realizada simultaneamente pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado em 19 estados. A chamada Operação Força Integrada IV tem como alvo grupos suspeitos de crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e outros delitos ligados ao crime organizado.

Em todo o país, foram expedidos 173 mandados de busca e apreensão e 106 de prisão. As decisões judiciais também autorizaram medidas para atingir o patrimônio dos investigados, com bloqueios e sequestros que ultrapassam R$ 508 milhões.

 

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