
Presos feridos chegando ao Pronto Socorro /Foto: Jaisson Fernandes
O Pronto Socorro de Rio Branco quase não deu conta de atender as dezenas de detentos feridos no início da noite desta sexta-feira (19), após uma rebelião que aconteceu no presídio Francisco de Oliveira Conde. A polícia montou um forte aparato de segurança para conter familiares e curiosos que tentavam entrar no local.
Mais cedo, mulheres de presos e até crianças, que foram usadas em um “cordão humano”, fizeram um protesto em frente à penitenciária. A polícia bloqueou a Estrada do Barro Vermelho, que dá acesso ao presídio Francisco de Oliveira Conde. Apenas veículos da área da segurança pública estão autorizados a trafegar no local. Alguns veículos particulares conseguiram furar o bloqueio.
A guerra entre bandidos ligados à facções criminosas e a Segurança Pública do Acre começou após a morte de um assaltante, ocorrida em Rio Branco, na terça-feira (16), na Vila Acre. Para afrontar a polícia, os criminosos iniciaram uma série de ataques em patrimônios públicos, residências e veículos. O Parque Capitão Ciríaco, um local histórico da capital acreana, foi quase que todo destruído pelo fogo ateado por bandidos.

Famílias fecharam a rua de acesso ao presídio /Foto: Foco24horas
Rebelião no presídio
Na tarde desta sexta-feira, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi chamado ao presídio Francisco de Oliveira Conde (FOC) para intervir em uma possível rebelião por parte dos presidiários do pavilhão ‘K’.
Após a rápida ação dos policiais, os presos foram contidos e direcionados até a área do banho de sol da unidade. Revistas minuciosas estão sendo realizadas neste exato momento em todas as celas.
Uma fonte ligada ao presídio e às forças policiais afirmou que a razão da quase rebelião seria a transferência de presos considerados chefes de facções criminosas.
