Médica vendia maquiagem enquanto criança agonizava no hospital

Médica é indiciada por vender maquiagem enquanto menino morria por erro médico.

Por JĂșlia, ContilNet 04/05/2026 Ă s 09:50
Foto: Reprodução/TV Globo

Novas revelaçÔes da Polícia Civil de Manaus sobre a morte de Benício, de 6 anos, trouxeram detalhes perturbadores sobre a conduta da médica Juliana Brasil. Mensagens de WhatsApp obtidas pela investigação mostram que, enquanto o menino lutava pela vida após receber uma dose letal de adrenalina na veia, a profissional estava distraída vendendo cosméticos pelo celular.

“Lindona” e Pix: O Foco Durante a Crise

De acordo com o inquĂ©rito, o crime ocorreu em novembro de 2025 no Hospital Santa JĂșlia. BenĂ­cio recebeu adrenalina por via intravenosa — um erro crasso de protocolo, jĂĄ que a indicação era inalação. Enquanto a criança apresentava reaçÔes graves Ă  superdosagem na “sala vermelha”, a mĂ©dica trocava figurinhas e enviava chaves Pix para clientes de maquiagem.

“É como se ela nĂŁo estivesse ali com um paciente lutando pela vida”, afirmou o delegado Marcelo Martins. O descaso foi confirmado pelos horĂĄrios das mensagens, que coincidem com o perĂ­odo em que o quadro de BenĂ­cio se tornava irreversĂ­vel.

Com informaçÔes do Fantastico.

Fraudes e Falsa Especialidade

O cerco se fechou contra Juliana Brasil por outros fatores graves apontados pelo FantĂĄstico:

  • Falsa Pediatra: A mĂ©dica se apresentava como especialista na ĂĄrea, mas a polĂ­cia constatou que ela nĂŁo possui a titulação de pediatria.

  • Fraude Processual: Ela teria tentado culpar o sistema eletrĂŽnico do hospital pelo erro na prescrição, mas a perĂ­cia descartou falhas tĂ©cnicas.

  • Suborno: HĂĄ indĂ­cios de que ela ofereceu dinheiro para a criação de vĂ­deos que sustentassem sua versĂŁo falsa.

Indiciamento e JĂșri Popular

Juliana Brasil foi indiciada por homicĂ­dio doloso com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), alĂ©m de falsidade ideolĂłgica e fraude processual. A tĂ©cnica de enfermagem que aplicou o medicamento e diretores do hospital tambĂ©m foram indiciados. Pela natureza do crime, a mĂ©dica e a tĂ©cnica podem ser levadas a jĂșri popular.

Em nota, a defesa da médica alega que o sistema hospitalar falhou e que, no momento da piora dråstica, Benício jå não estava sob a responsabilidade direta de Juliana.

ConteĂșdo Original / Fonte: Redação ContilNet

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