Moraes manda prender de volta homem que quebrou relógio no 8/1

Antônio Ferreira havia sido solto por determinação da Justiça de MG. Moraes determinou ainda que a PF investigue o juiz que deu a decisão

Por Metrópoles 19/06/2025 às 20:43

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, mandou prender novamente o mecânico Antônio Cláudio Alves Ferreira, responsável por ter quebrado um relógio do século 17 em exposição no Palácio do Planalto, durante os atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.

Antônio havia sido solto nessa quarta-feira (18/6) e cumpriria a pena de 17 anos de prisão em regime semiaberto. O ministro também determinou que a Polícia Federal (PF) investigue o juiz Lourenço Migliorini Fonseca Ribeiro, responsável pela decisão que garantiu a soltura do réu.

Moraes manda prender de volta homem que quebrou relógio no 8/1/Foto: Reprodução

“Como se vê, além da soltura de Antônio Cláudio Alves Ferreira ter ocorrido em contrariedade à expressa previsão legal, foi efetivada a partir de decisão proferida por Juiz incompetente, em relação ao qual – repita-se – não foi delegada qualquer competência”, salientou Moraes.

A decisão de Ribeiro foi dada na sexta-feira (13/6). De acordo com o magistrado, Antônio já cumpria os requisitos para a progressão de regime. O mecânico estava preso havia dois anos e quatro meses, em Uberlândia (MG).

Condições do semiaberto

Inicialmente, o mecânico deveria cumprir a pena em um albergue, mas a comarca não dispõe desse tipo de estrutura.

Segundo o juiz, o réu deveria permanecer em sua residência em tempo integral até que uma proposta de trabalho junto à unidade prisional fosse liberada, não podendo se ausentar de casa “em nenhuma hipótese”.

Antônio deixou o presídio Professor Jacy de Assis na tarde dessa quarta sem uso de tornozeleira eletrônica.

Prisão e condenação

Em dezembro do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes determinou o início imediato do cumprimento de pena do réu.

Antônio foi condenado a 17 anos de prisão, em julgamento que ocorreu em junho do ano passado. Conforme a decisão de Moraes, o cumprimento da pena deveria ocorrer, inicialmente, em regime fechado e a ação penal seria encerrada, pois não havia mais recursos possíveis contra a condenação.

O relógio quebrado por ele é uma obra de Balthazar Martinot, feita de casco de tartaruga e de um bronze especial, que fica em exposição no Palácio do Planalto. Ele foi trazido ao Brasil por Dom João VI em 1808.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.