A Câmara Criminal decidiu, à unanimidade, negar o Habeas Corpus ao policial militar que descumpriu medida protetiva de urgência em Sena Madureira. A decisão foi publicada na edição n° 6.731 do Diário da Justiça Eletrônico (pág. 11).
De acordo com os autos, o réu responde por injúria qualificada e ameaça. Em uma das brigas do casal, supostamente alterado pelo consumo de bebidas alcoólicas e entorpecentes, ele se muniu de uma barra de aço ameaçando matar a ex-companheira.
Posteriormente, ele foi preso preventivamente por constrangimento ilegal ao descumprir a medida protetiva deferida em favor de sua ex-companheira e familiares, no qual a determinação judicial proibia a aproximação a menos de 100 metros.
Na versĂŁo do rĂ©u, ele passou no escritĂłrio de contabilidade que dividia com a ex-companheira apenas para beber um copo de água, permanecendo ali por cinco minutos. Mas na versĂŁo das testemunhas, ele apareceu no estabelecimento procurando a vĂtima e vendo que ela nĂŁo estava, revirou sua bolsa e conversou com sobrinha, antes de sair.
A defesa pediu pela aplicação de medida cautelar diversa da prisĂŁo e argumentou sobre os riscos advindos da pandemia de Covid-19, mas o pedido nĂŁo foi atendido. O desembargador Samoel Evangelista assinalou que está presente os trĂŞs pressupostos que condicionam a prisĂŁo: a materialidade, indĂcios suficientes de autoria e o perigo gerado pela liberdade do acusado.
Ao analisar os autos, o desembargador encontrou ainda outro descumprimento de medida protetiva, em que o rĂ©u – dirigindo alcoolizado – ameaçava arremessar o carro contra a casa da mĂŁe da vĂtima. “Os crimes ocorreram no contextos de violĂŞncia domĂ©stica, portanto a medida garantirá a proteção da vĂtima e de seus familiares”, concluiu o desembargador.



