ContilNet Notícias
Destaque 2

No Acre, homicídios dolosos caem 4,76% em 2026, aponta Sinesp

Por Anne Nascimento, ContilNet 02/05/2026 às 15:15
Dados atualizados mostram que, apesar de uma leve queda nos homicídios dolosos em 2026, Rio Branco continua liderando com folga

Acre contabilizou 40 vítimas de homicídio doloso (quando há intenção de matar) entre janeiro e março de 2026. — Foto: Reprodução

A violência letal segue concentrada em poucos pontos do mapa acreano. Dados atualizados mostram que, apesar de uma leve queda nos homicídios dolosos em 2026, Rio Branco continua liderando com folga o número de vítimas no estado. As informações são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

O Acre contabilizou 40 vítimas de homicídio doloso (quando há intenção de matar) entre janeiro e março de 2026. O número representa uma pequena redução em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 42 casos, indicando uma queda de 4,76%.

Mesmo com a diminuição, o cenário ainda preocupa, principalmente pela concentração dos crimes na capital. Sozinha, Rio Branco soma 15 vítimas, o equivalente a mais de 37% de todos os homicídios registrados no estado neste ano.

LEIA TAMBÉM: Dados do Ministério da Justiça revelam redução de 42% nos assassinatos desde 2016

Na sequência aparecem Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia e Mâncio Lima, com três casos cada. Municípios como Acrelândia, Brasiléia, Porto Acre e Xapuri registraram dois homicídios no período. Outras cidades, incluindo Feijó, Tarauacá, Sena Madureira e Senador Guiomard, tiveram um caso cada.

Por outro lado, sete municípios não registraram homicídios dolosos até março: Capixaba, Jordão, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Santa Rosa do Purus, além de registros sem identificação.

O perfil das vítimas também revela um padrão: homens são ampla maioria, representando 37 dos 40 casos, enquanto mulheres somam apenas três ocorrências.

Na divisão por meses, fevereiro foi o período mais violento de 2026, com 15 homicídios, seguido por março (14) e janeiro (11). No ano passado, o pico havia sido ainda mais alto em março, com 20 registros.

A taxa de 18,02 vítimas por 100 mil habitantes em 2026 reforça o impacto da violência letal no estado, mesmo diante da leve redução em comparação ao ano anterior.

Sair da versão mobile