A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (16), a Operação Talha Real, para investigar uma suposta malversação de recursos públicos federais destinados à educação no Acre. A apuração envolve verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) repassadas a uma secretaria estadual.
De acordo com a PF, a operação cumpre 21 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) nas cidades de Rio Branco, Epitaciolândia e Senador Guiomard.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de munições de uso permitido. Ele foi conduzido para a Superintendência Regional da Polícia Federal no Acre.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens móveis, imóveis e valores dos envolvidos, além da suspensão temporária das atividades de seis empresas. Segundo a investigação, o valor total dos contratos analisados ultrapassa R$ 51 milhões.
A Polícia Federal informou que os investigados podem responder por crimes como peculato, corrupção ativa e/ou passiva, fraude à licitação, frustração do caráter competitivo da licitação, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A operação apura possíveis irregularidades relacionadas à aplicação de recursos públicos da educação, mas os detalhes sobre contratos específicos e os envolvidos ainda não foram divulgados.
Governo do Acre se manifesta
Após a deflagração da operação, o Governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), divulgou uma nota pública informando que tomou conhecimento da investigação e que está à disposição das autoridades.
No comunicado, a pasta afirmou que mantém compromisso com a legalidade, transparência e correta aplicação dos recursos públicos.
“O governo do Estado reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos, colocando-se à inteira disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações em curso”, diz um trecho da nota assinada pelo secretário de Educação e Cultura, Reginaldo Prates.
A secretaria também informou que continuará acompanhando o caso e apoiando os órgãos responsáveis pela investigação, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
“Asseguramos que os recursos destinados à educação sejam aplicados em benefício da população acreana”, afirmou a SEE.
