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PF intercepta passageiros e apreende ampolas para emagrecimento em aeroporto

Por Fhagner Soares, ContilNet Fonte: Redação ContilNet 16/05/2026 às 12:42

Ampolas de uso restrito apreendidas; venda do produto exige receita médica retida e controle rígido./ Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante dois homens em ações consecutivas no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, por transporte irregular de medicamentos de venda controlada. As abordagens, ocorridas entre os dias 13 e 14 de maio, resultaram na apreensão de mais de 130 ampolas de substâncias injetáveis utilizadas para o emagrecimento. Os produtos não possuíam prescrição médica, notas fiscais ou autorização dos órgãos reguladores para comercialização.

A primeira interceptação ocorreu durante a inspeção de bagagens de um voo comercial oriundo de Brasília (DF). Os agentes federais localizaram 115 ampolas do insumo ocultas nos pertences de um dos passageiros. Ao ser questionado sobre a carga, o homem admitiu ser o proprietário do material e foi detido pelo transporte ilegal de produtos sujeitos a regime especial de controle sanitário.

No dia seguinte, a fiscalização da PF identificou uma situação semelhante no desembarque de um voo vindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Um segundo passageiro foi flagrado portando 20 ampolas da mesma substância emagrecedora. O suspeito também não apresentou a documentação necessária que comprovasse a origem lícita ou a finalidade legal do transporte do fármaco.

De acordo com a legislação brasileira, a circulação e a venda desse tipo de terapia hormonal ou metabólica sem o cumprimento das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) configuram crime, devido aos riscos que o uso indiscriminado e sem orientação médica traz à saúde pública.

Os dois presos foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas, onde foram autuados em flagrante e submetidos aos trâmites da audiência de custódia.

Em nota, a corporação informou que instaurou inquéritos policiais para dar continuidade às investigações. O objetivo agora é mapear a cadeia de fornecedores nos centros de origem (Distrito Federal e São Paulo), identificar possíveis intermediários e descobrir quem seriam os receptores finais do mercado clandestino de estética na capital amazonense.

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