PM diz que policial atirou contra poodle em ‘legĂ­tima defesa’; ele chutou e atirou no animal

Por Marina, ContilNet 14/08/2021 Ă s 16:19
'Hulk' era dócil, dizem donos. Foto: Ilustração

A PolĂ­cia Militar disse que o policial que atirou contra o cachorro poodle, Hulk, agiu em “legĂ­tima defesa, depois de ter sido atacado pelo cĂŁo”. O caso ocorreu em Muaná, no MarajĂł, e o animal teve de ser levado para BelĂ©m, para cuidados veterinários. Segundo os tutores, ele teria latido com a presença dos policiais durante uma abordagem.

A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado. Em 2020, foi sancionada lei que aumentou a punição por maus tratos de animais. A pena para crimes deste tipo varia de 2 a 5 anos de prisão, além de multa.

O cachorro Hulk continua internado em hospital veterinário em Ananindeua, região metropolitana de Belém. De acordo com os tutores, ele está fora de perigo.

O tiro foi disparado pelo PM Joel Rodrigues do Amaral. O promotor de Justiça Militar, Armando Brasil, disse que vai abrir procedimento administrativo e pedir o afastamento do policial militar.

Segundo o relato da famĂ­lia, os policiais já chegaram Ă  residĂŞncia com uma “abordagem agressiva” e o policial teria se incomodado com os latidos do cĂŁo. Ele chutou o animal e, em seguida, disparou o tiro contra ele, ainda segundo a famĂ­lia. Os moradores contam, ainda, que apĂłs o tiro, o militar afirmou querer levar o cachorro para ser executado em uma estrada. Os tiros provocaram duas perfurações, sendo uma delas considerada grave.

Nesta sexta-feira (13), a famĂ­lia conseguiu viajar com o cĂŁo para BelĂ©m, pois, segundo eles, Muaná nĂŁo possui estrutura veterinária para esse tipo de caso. “Foi um sufoco porque lá nĂŁo tem clĂ­nica, nĂŁo tem veterinário, nada preparado para um caso desse, que Ă© uma urgĂŞncia”, declarou Ingrid Mombelli, dona do Hulk. A famĂ­lia precisou mobilizar uma arrecadação para arcar com a viagem e os custos de atendimento, internação e medicamentos do animal.

Os donos do cachorro pedem justiça e iriam registrar boletim de ocorrência sobre o caso ainda nesta sexta-feira (13), na Divisão Especializada em Meio Ambiente (DEMA), em Belém.

Para oferecer ajuda à família de Hulk, é possível fazer doações em uma clínica veterinária que fica na travessa We 17, na Cidade Nova II.

Caso semelhante

O caso do Hulk não é o primeiro. Em dia 25 de dezembro, outro cachorro, chamado Lobinho, foi morto na travessa Angustura, no bairro da Pedreira, em Belém, após ser baleado. O tiro foi disparado também por um policial militar. Manifestantes chegaram a pedir a prisão dele, mas nunca houve punição.

ConteĂşdo Original / Fonte: G1

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensĂŁo de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteĂşdo de qualidade gratuitamente.