A Polícia Civil anunciou em uma coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (8) a deflagração da 4ª fase da Operação Lares, em que a Polícia Civil deu cumprimento a três mandados de busca e apreensão nas residências dos dois ex-gestores da Secretaria de Habitação e Interesse Social (Sehab) Rostênio Souza e Irlan Lins e do servidor Márcio Goes, lotado na Sehab, mas que foi afastado das funções administrativas.
Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil apreendeu celulares, mídias e documentos dos supostos envolvidos que ajudarão durante as investigações.

Bens apreendidos durante a busca /Foto: ContilNet
De acordo com o secretário de Polícia Civil em exercício, Carlos Flávio Portela, as pessoas que eventualmente sejam citadas e que haja provas serão indiciadas, processadas e investigadas.
“Feriu ou descumpriu as leis, nós vamos atuar sempre de maneira firme. Não vamos trabalhar com improviso, com especulações. Sempre iremos trabalhar com provas, ligando fatos a pessoas, e a Polícia Civil vai continuar as investigações. E se houver necessidade de outras fases, daremos continuidade às próximas fases da operação”, disse Portela.
O presidente das investigações da Operação Lares, Robert Alencar, esclareceu durante a coletiva que as investigações estão em pleno curso, apesar das especulações e repercussão causadas por conta da complexidade do caso, e que o objetivo principal da Polícia Civil hoje é identificar todos os membros envolvidos no esquema fraudulento de vendas e direcionamento das casas populares do Minha Casa Minha Vida.
“O objetivo é identificar todos os membros da organização criminosa que trabalharam ou trabalham na Sehab, que praticaram condutas que culminaram nos direcionamentos irregulares das casas. E para ficar claro, os investigados que foram contemplados com imóveis, todos eles estão agora sob a competência apuratória da Polícia Federal. Nós instauramos um inquérito, juntamos robusta prova, demonstramos aproximadamente 60 pessoas que foram direcionadas de forma fraudulenta e encaminhamos ao juiz natural da 2ª Vara, doutor Gilberto, e ele achou que fosse encaminhado ao âmbito federal, para a PF investigar”, explicou Alencar.
Durante a coletiva esta reportagem questionou sobre as investigações a respeito da suspeita Cleuda Maia, ex-servidora da Sehab, envolvida e inclusive citada no início da operação e no depoimento de Rossandra Lima. Segundo Alencar, na primeira fase da Operação foi solicitada a prisão preventiva dela, porém o Judiciário julgou desnecessária, mantendo Cleuda em liberdade e à disposição da Justiça.
