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Polícia deflagra operação no Acre e em mais 13 estados contra facções

Por Fhagner Soares, ContilNet 08/07/2026 às 06:19
Operação nacional contra o crime organizado mobiliza polícias no AC

Investigação foca em crimes de lavagem de dinheiro, homicídios e tráfico internacional de armas/ Foto: Reprodução

O estado do Acre é uma das bases da operação policial desencadeada na manhã desta quarta-feira (8) pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO), sob a coordenação da Polícia Federal (PF). Batizada de Operação Força Integrada III, a ofensiva de âmbito nacional cumpre ordens simultâneas em 14 unidades da federação com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro e operacional de facções criminosas ligadas ao narcotráfico, ao comércio ilegal de armas e à lavagem de capitais.

No território acreano, as equipes da FICCO — que reúnem o aparato de inteligência e o policiamento ostensivo local — saíram às ruas para cumprir medidas judiciais determinadas pelas varas criminais. Ao todo, o Poder Judiciário autorizou a execução de 272 mandados em todo o país, dos quais 179 são de busca e apreensão e 93 são ordens de prisão preventiva, além do bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros.

A inclusão do Acre na rota estratégica da operação federal reforça a posição geográfica do estado como área prioritária para o combate aos crimes de fronteira e o escoamento de ilícitos para grandes centros. A operação mobilizou 17 unidades das FICCO no Amapá, Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Embora o Acre concentre ações focadas no monitoramento de lideranças e rotas logísticas locais, os desdobramentos da Força Integrada III atingiram grandes ramificações nacionais. No Pará, a Operação Coalizão (COP VIII) cumpriu 64 mandados. Já a Operação Consigliere operou na Paraíba, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo, focando no tráfico interestadual. Em Minas Gerais, a Operação Borak identificou e retirou sistemas irregulares de câmeras de vigilância instalados por criminosos nas ruas de Belo Horizonte para rastrear as viaturas da polícia.

No Ceará, a Operação Conexão Amazônia rastreou redes de lavagem de dinheiro que ligavam o Nordeste aos estados do Pará e do Amazonas. Paralelamente, em São Paulo, as operações Desatrela e Argenti Lardum atacaram quadrilhas especializadas em roubo e receptação de cargas de caminhões.

O modelo de atuação que ampara a operação no Acre baseia-se na fusão de bancos de dados. O comitê gestor da FICCO aglutina representantes da Polícia Federal, da Polícia Civil, da Polícia Militar, da Polícia Penal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O trabalho conta ainda com o apoio das secretarias estaduais de segurança pública e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). Segundo nota técnica emitida pela assessoria da Polícia Federal, o foco central é golpear a estrutura das facções por meio do compartilhamento de informações em tempo real, impedindo que ordens emitidas de dentro ou de fora dos presídios se consolidem nas periferias e zonas rurais do estado.

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