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Polícia indicia namorada e amiga por planejar morte de homem em suposto piquenique

Por Fhagner Soares, ContilNet 25/06/2026 às 13:24
Polícia indicia namorada e amiga por planejar morte de homem em suposto piquenique

Vítima ficou desaparecida por mais de um mês antes de ter corpo localizado em mata/ Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre a morte de um homem de 51 anos em Patos de Minas, no Triângulo Mineiro, e indiciou a namorada da vítima, de 39 anos, e uma amiga dela, de 51, pelo crime. Segundo as investigações, o homicídio foi planejado ao longo de um mês e executado por meio de dopagem mecânica seguida de afogamento durante um suposto piquenique em uma área rural.

A vítima desapareceu no dia 26 de abril deste ano, e seu corpo foi localizado mais de um mês depois, em 27 de maio, em uma região de campo. O relatório final da polícia indiciou as duas mulheres por homicídio qualificado, apontando as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. O caso foi remetido ao Poder Judiciário.

A apuração policial revelou que a motivação do assassinato decorreu da insatisfação da namorada com promessas financeiras feitas pelo companheiro que nunca foram concretizadas. Entre os compromissos cobrados pela mulher, estavam a aquisição de fazendas e de veículos de luxo. Diante do descontentamento, ela arquitetou a morte do parceiro com o apoio da amiga.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, a amiga sugeriu a utilização de clonazepam — um medicamento sedativo de tarja preta — para incapacitar fisicamente o homem. Para colocar o plano em prática, as duas mulheres atraíram a vítima para uma área isolada do município sob o pretexto de realizar um piquenique. A namorada orientou o companheiro a manter o passeio em segredo, estratégia que retardou o início das buscas policiais logo após o sumiço.

No local do encontro, o homem consumiu bebida alcoólica misturada a aproximadamente meio frasco do remédio psiquiátrico. Ao começar a sofrer os efeitos de sonolência e mal-estar gerados pela substância, a vítima caminhou até as margens de um córrego próximo com o objetivo de lavar o rosto e tentar se recuperar.

Neste momento, conforme detalha a investigação, o homem foi surpreendido pela namorada, que o atacou pelas costas e manteve sua cabeça submersa na água até causar a morte por asfixia mecânica. Devido à alta dosagem de sedativo no organismo, a vítima não apresentou condições de esboçar qualquer reação de defesa.

Embora o resultado oficial do exame pericial de DNA ainda não tenha sido emitido pelo laboratório de criminalística do estado, o corpo foi formalmente identificado por familiares no Instituto Médico Legal (IML). O reconhecimento preliminar foi viabilizado pela análise de vestes específicas, tatuagens no corpo do homem e uma falha característica na arcada dentária da vítima.

Com o encerramento do inquérito por parte da Polícia Civil, os autos do processo foram encaminhados ao Ministério Público de Minas Gerais, órgão responsável por analisar o conjunto probatório e decidir pelo oferecimento da denúncia formal à Justiça nos próximos dias.

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