População acreana reclama dos preços exorbitantes do combustíveis e teme efeitos da crise

Por Wania Pinheiro, ContilNet 28/10/2015 às 11:06
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O motorista e funcionário público, José Gomes, 51, disse que esse aumento é um absurdo e o classifica como abuso/Foto: ContilNet

A população acreana, por já sofrer com os preços exorbitantes praticado nos combustíveis, se diz insatisfeita com mais um acréscimo – de quase 0,15 centavos – no preço dos combustíveis. De acordo com informações de um grupo de pesquisa do curso de economia da Universidade Federal do Acre (UFAC), em quase todos os postos de gasolina da capital acreana o preço aumentou, chegando a quase R$ 4,15.

O balanço de preços foi realizado pelo grupo nesta quarta semana de outubro. A reportagem da ContilNet foi às ruas para saber qual a opinião da população com relação ao acréscimo de centavos no preço dos combustíveis.

Alguns motoristas relataram insatisfação para com os representantes do estado e do país e falam também sobre queda econômica, que poderá afetar o Acre e todo o Brasil.

O motorista e funcionário público, José Gomes, 51, disse que esse aumento é um absurdo e o classifica como abuso. “Não podemos permanecer dessa forma. Estamos sendo levados a uma crise que tem ferido o nosso bolso. O aumento da gasolina afeta todos nós”, destacou Gomes.

A frentista de um posto de gasolina localizado no centro de Rio Branco, Esmeralda Brandão, 19, afirma que a população já sente no bolso o aumento, mas diz não poder fazer nada. “Vejo o tanto de gente que chega aqui e reclama por conta do aumento. Nós não podemos fazer nada, mas acreditamos que isso é um absurdo e afeta o bolso de toda a população”, disse Brandão.

“A partir de hoje, tenho que pensar muito bem antes de sair com a família para um passeio", disse Eder/Foto: ContilNet

“A partir de hoje, tenho que pensar muito bem antes de sair com a família para um passeio”, disse Eder/Foto: ContilNet

Outra queixa presente na fala dos entrevistados, é a de que o bem-estar da família tem que ser reduzido e condicionado ao pouco gasto. “A partir de hoje, tenho que pensar muito bem antes de sair com a família para um passeio, os gastos aumentaram e gritam no nosso bolso” disse Eder Johnson, 49, cinegrafista e pai de família.

Eder afirma que a filha vai ter que ir à escola de ônibus, já que o gasto com gasolina deve ser reduzido. “Minha filha vai à escola de ônibus a partir de hoje, já falei pra ela”, concluiu o cinegrafista.

Outros condutores, que preferiram não se identificar, temem que a venda dos veículos seja a única saída por conta dos efeitos que o aumento tem causado.

Conteúdo Original / Fonte: Everton Damasceno, da contilnet

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