Uma série de fiscalizações táticas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou, nos últimos dias, um total de 19,5 quilos de ouro transportados de forma ilegal em diferentes eixos rodoviários da Região Norte. De acordo com o balanço financeiro da corporação, as cargas do mineral clandestino extraído na Amazônia Legal são avaliadas em aproximadamente R$ 14 milhões.
O flagrante mais recente ocorreu na última terça-feira (26), no perímetro urbano da rodovia BR-364, em Vilhena (RO). Durante uma abordagem de rotina, patrulheiros vistoriaram a caçamba de uma caminhonete e localizaram cerca de 2 quilos de ouro ocultos no interior de uma autopeça estrutural de grande porte, utilizada especificamente em veículos pesados.
O caso de Rondônia somou-se a outras duas grandes apreensões efetuadas nos estados do Pará e do Amazonas no início desta semana, consolidando uma semana de forte impacto logístico contra as cadeias de escoamento de mineração não autorizada.

Em Altamira (PA), os agentes federais confiscaram 13,4 quilos do mineral na BR-230, no maior flagrante do gênero registrado pela polícia este ano/ Foto: PRF
A maior das três operações foi registrada na segunda-feira (25), na altura da BR-230 (Rodovia Transamazônica), no município de Altamira (PA). Na ocasião, os agentes federais localizaram 13,4 quilos de ouro bruto sendo transportados sem as devidas guias de recolhimento, notas fiscais ou licenças ambientais. O volume representa a maior apreensão isolada do minério realizada pela PRF em todo o país no ano de 2026.
A terceira frente de atuação ocorreu em Manaus (AM), em um posto de fiscalização da BR-174. Ao vistoriarem um ônibus de transporte interestadual de passageiros, os policiais identificaram comportamento suspeito em um dos viajantes. Na revista individualizada, a equipe descobriu 4 quilos de ouro escondidos diretamente dentro dos tênis que o homem calçava.
Segundo o comando da Polícia Rodoviária Federal, a sequência de êxitos nas rodovias amazônicas decorre do direcionamento estratégico de recursos do Plano Amas (Amazônia: Segurança e Soberania), programa federal instituído em 2023. A diretriz foca no aporte de novos equipamentos de rastreio, inteligência e redistribuição de efetivo para sufocar crimes ambientais e conexos, tais como o garimpo ilegal, a extração madeireira predatória e o tráfico de fauna silvestre.
A partir deste mês, as ações de sufocamento financeiro nas fronteiras e estradas ganharam o reforço operacional do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado em maio. A nova plataforma federal busca unificar os bancos de dados e unificar as respostas das polícias estaduais e federais no combate à lavagem de dinheiro promovida por organizações criminosas no território amazônico.
