ContilNet Notícias
Polícia

Professora de escola pública morre vítima de infarto; Sinteac alerta para a sobrecarga de trabalho

Por Wania Pinheiro, ContilNet Fonte: Redação Contilnet 16/11/2015 às 23:57
modestia

Modéstia morreu no domingo (15)/Foto: Arquivo pessoal

A professora de Religião da Escola Estadual Padre Carlos Casaveccia, Modéstia Paiva, morreu vítima de infarto, em Rio Branco, no domingo (15).

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) divulgou nota de pesar pelo falecimento. A nota diz que Modéstia era uma profissional exemplar e dedicada à educação do Acre.

“Lamentamos profundamente a perda de mais um profissional dedicado, que exerceu o Magistério com esmero, não tendo jamais abandonado o seu desafio de melhorar o ensino público e formar cidadãos na instituição em que lecionava e construiu centenas de amigos, a Escola Estadual Padre Carlos Casaveccia”, diz Trecho da nota.

Nota de pesar

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac) comunica com pesar o falecimento da professora de Religião, Modéstia Paiva, vítima de infarto, ocorrido neste domingo (15), em Rio Branco.  Lamentamos profundamente a perda de mais um profissional dedicado, que exerceu o Magistério com esmero, não tendo jamais abandonado o seu desafio de melhorar o ensino público e formar cidadãos na instituição em que lecionava e construiu centenas de amigos, a Escola Estadual Padre Carlos Casaveccia.

O Sinteac estende as mais sinceras condolências à família da professora Modéstia Paiva,  na esperança de que o seu legado sensibilize, em especial, um sistema público educacional embrutecido pela pressão assassina exercida sobre os professores do Acre.

Alertamos à sociedade em geral sobre a ocorrência comum de mortalidade, em razão de fatores semelhantes, e o acometimento dos nossos professores por problemas emocionais e cardíacos diversos, sendo o Acidente Vascular Cerebral (AVC) uma constante no meio docente,  cujas motivações são: a sobrecarga de trabalho, em que professores com dois contratos são obrigados a dar conta de até 320 alunos: salas de aula  lotadas, sem ar condicionado, com temperaturas e sensação térmica elevadíssimas; e pressões outras impostas pelo poder público, que, como é de conhecimento geral, nega direitos sagrados ao trabalhador e trata a categoria com extrema indiferença e deméritos.

Resistiremos. Mais que um salário justo e um ambiente de trabalho digno, o direito à vida é inalienável.

Rosana Nascimento
Presidente do Sinteac

Sair da versão mobile