O reality show criado pela influenciadora Viih Tube e por seu marido, Eliezer, protagonizado por 11 funcionários da família e com prêmio de R$ 20 mil, ganhou um novo capítulo nesta semana. Após uma onda de críticas nas redes sociais, o programa foi retirado do ar e passou a ser investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que abriu procedimento para apurar possíveis irregularidades na relação entre empregadores e empregados.
Lançado na terça-feira (30), o reality “As Patroas” foi apresentado como uma competição realizada dentro da casa do casal. A repercussão, no entanto, levantou questionamentos sobre os limites da exposição de trabalhadores em conteúdos de entretenimento e motivou manifestações de especialistas em Direito do Trabalho.
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O caso também levou o Tribunal Superior do Trabalho (TST) a publicar uma mensagem nas redes sociais alertando que situações humilhantes ou constrangedoras envolvendo trabalhadores podem configurar assédio moral. Embora não tenha citado diretamente os influenciadores, o tribunal reforçou que “humilhação não é entretenimento” e destacou que a dignidade do trabalhador é protegida pela Constituição.
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem do g1, o contrato de trabalho não autoriza automaticamente a exploração comercial da imagem do empregado. Para esse tipo de participação, seria necessário um contrato específico, distinto do vínculo empregatício, com remuneração própria, consentimento livre e observância das regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
