05/09/2026

Sargento da PM é preso após levar esposa capitã sem vida a hospital

Policial militar alegou que companheira caiu da escada, mas equipe médica desconfiou das lesões

Por Fhagner Soares, ContilNet
Suspeito foi detido em flagrante após tentar se desfazer de comprimidos semelhantes a ecstasy/Foto: Reprodução

Um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais foi preso em flagrante na noite desta segunda-feira (20/7), na capital mineira, sob suspeita de envolvimento na morte da esposa, a capitã da PMMG Michele Leão Azevedo. O homem deu entrada com a companheira no Hospital Odilon Behrens, onde o óbito foi confirmado pela equipe de plantão.

O militar, identificado inicialmente apenas pelo nome de Eduardo, conduziu a vítima à unidade de pronto atendimento relatando aos profissionais de saúde que ela teria sofrido uma queda acidental de uma escada. Ao realizarem os exames preliminares, os médicos constataram a presença de múltiplas lesões pelo corpo da mulher, incompatíveis com a dinâmica descrita, e acionaram o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) via 190.

De acordo com as informações registradas no Boletim de Ocorrência, a prisão do sargento foi efetivada após ele ser flagrado descartando uma embalagem no banheiro do hospital. O recipiente continha comprimidos com características semelhantes às da droga sintética ecstasy.

Em depoimento prestado às autoridades, o suspeito declarou que o casal havia participado de uma festa na residência da família e que, na sequência, ambos teriam consumido substâncias ilícitas. O homem afirmou ainda que eles mantiveram relações sexuais consensuais antes do suposto evento que teria provocado a queda da capitã.

O caso foi encaminhado para a Polícia Civil de Minas Gerais, que instaurou um procedimento investigativo para apurar as circunstâncias da morte e a eventual prática de feminicídio. O corpo da oficial foi transferido para o Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames periciais e necropsia, que determinarão a causa exata do óbito. A Polícia Militar de Minas Gerais acompanha as diligências do ato flagrante e os desdobramentos administrativos.

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