04/09/2026

Servidoras mortas no São José “não tiveram tempo de reagir”, diz delegado

Por Everton Damasceno, ContilNetAtualizado
Raquel e Alzenir são as vítimas fatais/Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Acre descartou formalmente a versão de que as duas servidoras mortas no ataque ao Instituto São José teriam tentado reagir ou partir para cima do estudante armado. A informação foi confirmada pelo delegado-geral da instituição, Pedro Buzolin, em entrevista ao podcast Em Cena, exibida na segunda-feira (31).

VEJA TAMBÉM: Delegado confirma que ataque no São José foi planejado e destaca frieza de adolescente

Segundo o chefe da Polícia Civil, a análise das imagens de câmeras de segurança e os laudos periciais colhidos ao longo do inquérito comprovam que as servidoras foram surpreendidas e atingidas de forma covarde, sem qualquer oportunidade de defesa.

A escola foi palco de uma tragédia/Foto: Juan Diaz, ContilNet

“Elas não tiveram tempo de reação, né? Então não procede a informação de que elas tentaram agarrar o agressor. Como eu disse, foi um ataque covarde que tirou a vida de duas servidoras. Elas não foram para cima do estudante, elas não tiveram tempo de esboçar qualquer tipo de reação”, declarou Buzolin.

Durante a sabatina, o delegado-geral também esclareceu dúvidas sobre a execução do ataque. Diferente de relatos iniciais que sugeriam uma falha no armamento, Buzolin confirmou que o adolescente efetuou a troca do carregador da arma de fogo e descarregou dois pentes completos contra as vítimas.

Buzolin é delegado-geral da Polícia Civil do Acre/Foto: ContilNet

“Foram múltiplos disparos, deve ter passado de cinco disparos em cada servidora. Ele conseguiu efetuar a troca do carregador e efetuou os disparos do segundo carregador — todos os disparos do segundo carregador. Se ele tivesse mais carregadores ali, a tragédia poderia ser maior”, explicou.

O inquérito policial relativo à conduta do adolescente foi concluído e remetido ao Poder Judiciário, onde o jovem responde pela prática do ato infracional análogo aos homicídios. O padrasto do adolescente também foi responsabilizado criminalmente por omissão de cautela na guarda do armamento.

VEJA NA ÍNTEGRA A ENTREVISTA: 

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.