
Faima: “Que eles deixem de jogar a poeira para de baixo do tapete”
Ainda abalada pelos momentos de terror que viveu na noite desta quinta-feira (20), quando ficou trancada em uma sala do presídio Francisco de Oliveira Conde durante um tiroteio entre presos de duas facções criminosas, a advogada Faima Jimkis disse à ContilNet que naquele momento a primeira coisa que pensou foi em manter a calma.
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“Manter a calma e fazer o que fosse necessário para me defender, foi o que pensei. Se fosse necessário pegar em arma, não tenha dúvidas que faria”, revela a advogada.
Filha única e acreana de coração, Faima chegou ao presídio Francisco de Oliveira Conde às 16:45 da tarde desta quinta para atender um cliente, e saiu de lá às 17:45 para presídio de segurança máxima Antônio Amaro. Ao chegar lá, pediu para chamarem seu cliente, mas depois de aguardar cerca 15 minutos, um agente que estava na frente do presídio gritou: “Isso é tiro!”
“Logo em seguida vieram uma sequência de disparos. Percebi que eles não sabiam se era tiro de dentro ou de fora… Eu estava vendo que eles não sabiam. Nessa hora eles começaram a entrar e sair do prédio com fuzis e outras armas”, conta a advogada.
Quando o tiroteio se intensificou, Faima perguntou onde seria mais seguro, se lá dentro ou fora, daí então, os agentes pediram que ela permanecesse dentro da sala. Não chorei, não me desesperei, eles [os agentes] me deixaram tranquila”, conta.
A reportagem da ContilNet perguntou se a advogada queria deixar alguma mensagem às autoridades do Acre, Faima respondeu: “Que eles deixem de jogar a poeira para de baixo do tapete, porque uma hora ela vai invadir a sala”.
