TJAC nega pedido de habeas corpus a PMs acusados de matar enfermeira durante perseguição

Desembargadora Denise Bonfim manteve a prisão dos acusados, que devem enfrentar júri popular em data ainda a ser definida

Por Everton Damasceno, ContilNet 12/07/2024 às 07:13

Os policiais militares acusados pelo assassinato da enfermeira Géssica Melo de Oliveira, assassinado aos 32 anos de idade com pelo menos 13 tiros de rifles após uma perseguição policial na BR-317, em dezembro do ano passado, vão permanecer presos. Cleonizio Marques Vilas Boas e Gleyson Costa de Souza, os militares acusados pelo assassinato e por fraude processual, tiveram as prisões em regime domiciliar revogadas no último dia 30 de junho e tiveram que se entregar à própria Polícia Militar no quartel do Batalhão de Polícia Ambiental, em Rio Branco, onde devem permanecer recolhidos, segundo decisão judicial tomada no início desta semana.

Na última segunda-feira (8 de julho), a desembargadora Denise Castelo Bonfim, do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), negou pedido de liminar em habeas corpus impetrado pelo advogados Wellington Frank dos Sanytos e  e Joáz Dutra Gomes, que defendem os acusados, para que eles voltassem ao regime domiciliar á espera do julgamento.

A desembargadora indeferiu o pedido afirmando que nada mudou no processo e que a prisão preventiva dos acusados foi regular e remeteu o pedido da defesa para que o Ministério Público do Acre (MPAC) avalie o pedido e sua decisão no prazo de dois dias.

O pedido dos advogados agora negado pela magistrada foi feito no dia 2 de julho. Os advogados de defesa agora devem ir bater às portas do STJ (Superior Tribunal de Justiça), em Brasília. Os dois militares devem ir à Juri Popular, em data ainda não definida.

Conteúdo Original / Fonte: Tião Maia, ContilNet

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