O jovem trabalhador Igor Felipe Galvão, de 29 anos, morreu na última segunda-feira (6) após passar quase duas semanas hospitalizado em estado grave devido a um acidente de trabalho. O incidente ocorreu nas dependências de uma usina de laticínios localizada no município de Patrocínio Paulista, no interior do estado de São Paulo. De acordo com os registros da Polícia Civil, a ocorrência foi gerada no dia 24 de junho, durante o procedimento de higienização de uma das tubulações industriais da empresa.
Durante a atividade técnica de manutenção, o funcionário foi atingido por uma carga de hidróxido de sódio, substância química alcalina conhecida popularmente como soda cáustica. O contato com o insumo resultou em queimaduras severas que comprometeram cerca de 70% da superfície corporal da vítima.
O delegado Eduardo Lopes Bonfim, responsável pela condução das investigações policiais, informou que a dinâmica exata que desencadeou o refluxo do material ainda é objeto de análise pericial.
“Infelizmente, não se sabe o motivo ainda. Assim que ele jogou o produto químico, o produto químico voltou para trás e acabou, pela alta temperatura do próprio produto, causando queimaduras em 70% do corpo dele”, detalhou a autoridade policial ao contextualizar o acidente.
Logo após sofrer o impacto da substância corrosiva, Galvão recebeu os primeiros socorros emergenciais e foi encaminhado à Santa Casa de Misericórdia de Patrocínio Paulista. Diante da complexidade e da gravidade do quadro clínico, as equipes médicas optaram pela transferência do paciente para a Santa Casa de Franca, unidade de referência na região, onde ele permaneceu sob cuidados intensivos na ala de queimados até o anúncio do óbito.
O caso foi formalmente registrado pelas autoridades de segurança e deu origem a um inquérito policial para apurar as circunstâncias e possíveis responsabilidades civis e criminais no ambiente corporativo. A Polícia Civil aguarda a finalização dos laudos técnicos elaborados pelos peritos do Instituto de Criminalística (IC), documento considerado indispensável para esclarecer os fatores que provocaram a falha no manuseio do encanamento.
Até o momento da publicação desta reportagem, a administração da usina de laticínios onde ocorreu o acidente fatal não havia emitido nenhum posicionamento ou nota oficial sobre a morte de seu colaborador. O espaço editorial permanece aberto para que a empresa possa manifestar sua versão sobre as medidas de segurança adotadas no local.
