O ex-ministro da Justiça Anderson Torres demonstrou interesse em firmar um acordo de delação, afirmam fontes da Polícia Federal consultadas pelo Correio. Torres, que também é ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, está preso desde 14 de janeiro suspeito de envolvimento com os atentados que ocorreram contra as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Foram mais de 500 pontos de fiscalização pelo país durante votação do segundo turno, sendo que metade ocorreu em estados nordestinos, onde Lula teve mais votos e maior aceitação entre os eleitores. A Polícia Federal apura se Torres articulou as ações. A corporação também mira eventual envolvimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que seria beneficiado direto, caso os eleitores em colégios eleitorais de Lula não conseguissem chegar a tempo aos locais de votação.
Ainda em janeiro, o Correio adiantou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estava convencido de que o ex-ministro poderia contar o que sabe sobre os atentados de 8 de janeiro contra os prédios da suprema corte, do Congresso e o Palácio do Planalto.
