O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (27) que aprovar a reforma da Previdência agora vai evitar que, no futuro, o país precise adotar uma mudança “muito mais radical” nas regras previdenciárias. Ele citou medidas tomadas por nações europeias, como o corte de vencimentos de servidores públicos.

Presidente Michel Temer/Foto: reprodução
O presidente discursou durante um evento de assinatura da criação da zona de processamento de exportações do porto de Açu, no estado do Rio de Janeiro. Temer aproveitou a ocasião para defender as reformas do governo, em especial a da Previdência, que classificou de “fundamental”.
“Se nós não fizermos [a reforma], não haverá um candidato a governador, presidente, deputado federal que não tenha que tocar no assunto, porque será cobrado. Além de ter que fazer [a reforma], terá que fazer uma reforma muito mais radical, como a que ocorreu em estados europeus, com cortes nos vencimento de servidores, por exemplo”, afirmou o presidente.
Inicialmente, o governo previa votar a reforma na Câmara ainda em dezembro, por considerar o tema delicado e de difícil análise em ano eleitoral. Após semanas de negociação, ao perceber que ainda não tinha votos suficientes, anunciou a votação para fevereiro. No discurso desta quinta, o presidente disse que a reforma será aprovada naquele mês.
Segundo Temer, assim como aconteceu com outras propostas do governo que se tornaram leis, como a reforma trabalhista e o teto dos gastos públicos, a da Previdência começa a vencer a resistência inicial.
