Artigo: Cameli vai acabar com grupos que usam estrutura pĂșblica para se projetar

Por Marina, ContilNet 03/01/2021 Ă s 11:14

A partir desta segunda-feira (4) o governador Gladson Cameli retorna de Cruzeiro do Sul e passa a cumprir uma extensa agenda política, com o objetivo de recompor sua base, mas, especificamente, formar um TIME para garantir sua reeleição em 2022.

No penĂșltimo dia do ano, ele me disse em alto e bom tom (por telefone) que doravante, ninguĂ©m em seu governo poderĂĄ ascender uma vela para Deus e outra para o Diabo. “Fui bem claro Jairo Carioca?” Questionou.

Durante 37 minutos, o governador seguiu relatando que vai colocar fim aos chamados “grupos” que usam as tetas do Estado para se projetar politicamente. “Em primeiro lugar tem que ser o Estado e a minha reeleição”, acrescentou.

O primeiro a ser chamado nesse reencontro Ă© o vice-governador Major Rocha que, inclusive me confirmou o convite para o encontro. Conversamos tambĂ©m por telefone. Rocha me garantiu nĂŁo ver problema nenhum em recompor. O Major inclusive acredita que Cameli pode montar uma base forte com condiçÔes de se reeleger em 2022. “Ele tem a caneta na mĂŁo”, explicou.

A regra, ou o mandamento, serĂĄ de fidelidade total. ApĂłs dois anos, o governo identificou que existem muitas pessoas nomeadas que nĂŁo estĂŁo alinhadas com o governo, inclusive de esquerda. E nĂŁo foi falta de aviso.

A reforma – embora ainda um mistĂ©rio em termos de transição – Ă© uma decisĂŁo de realinhamento, incluindo critĂ©rios tĂ©cnicos de nomeação. PorĂ©m, o grande exercĂ­cio serĂĄ polĂ­tico. Com um milionĂĄrio pacote de obras que deve sair do papel, se conseguir governabilidade, chega muito forte em 2022.

Governabilidade nos mais de 50 tons de azul. A gestĂŁo precisa sair definitivamente do vai e vem de nomeaçÔes e exoneraçÔes no DiĂĄrio Oficial. AlĂ©m de insegurança a tal “caneta azul” forma aliados “meia sola”, sem compromisso com o Estado e muito menos o projeto polĂ­tico em curso. Grupos e subgrupos como chegou atĂ© aqui. No que determinou de ano do emprego, Cameli quer empregar bem, começando pela prĂłpria casa.

Esse TIME, deve ser reforçado tambĂ©m pelas redes sociais onde a atuação dos “indicados” Ă© fraca ou quase inexistente, seja nas estratĂ©gias de defesa e ataque, ou atĂ© mesmo no acompanhamento das açÔes institucionais.

Com poucos recursos, a comunicação do governo fez milagres nos Ășltimos dois anos, capaz de manter em Ă­ndices aceitĂĄveis a imagem do governador em um ano desafiador como foi 2020.

Comunicar não é preciso, é obrigatório. E quando se fala em comunicação, não hå como fugir das redes sociais onde fidelidade e política caminham juntas de forma estratégica.

Dizem que as autoridades sĂŁo constituĂ­das por Deus, isso Ă© bĂ­blico, portanto, nada demais em afirmar no tĂ­tulo desse artigo que nĂŁo podemos pertencer metade ao senhor e metade ao mundo. Esse serĂĄ o tom de 2021 na gestĂŁo Cameli.

*Jairo Carioca Ă© jornalista e radialista

ConteĂșdo Original / Fonte: JAIRO CARIOCA

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