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Cafetina é presa em flagrante por extorsão e cobrança de ‘pedágio’ de garotas de programa

Por Redação ContilNet 28/06/2026 às 21:58
Cafetina é presa em flagrante por extorsão e cobrança de 'pedágio' de garotas de programa

Investigada de 47 anos foi detida pelo 39º BPM na última quinta-feira (26)/ Foto: Reprodução

Uma mulher de 47 anos foi presa em flagrante por equipes do 39º Batalhão da Polícia Militar sob a acusação de chefiar um esquema de extorsão e ameaças contra profissionais do sexo em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana de Goiânia. A captura ocorreu na última quinta-feira (26), após duas garotas de programa, de 24 e 32 anos, procurarem as autoridades policiais para denunciar a cobrança ilegal de “pedágio” para a permanência em pontos de prostituição da cidade.

A suspeita, apontada pelos investigadores como cafetina na região, foi autuada em flagrante pelos crimes de extorsão e ameaça consumada. O caso foi centralizado na Central Geral de Flagrantes do município.

De acordo com o depoimento das vítimas colhido pelas forças de segurança, a investigada exercia o controle territorial das calçadas e exigia o pagamento fixo de R$ 60 diários de cada trabalhadora para permitir a captação de clientes nos locais. O inquérito aponta ainda que, caso as mulheres atrasassem ou se recusassem a efetuar o repasse financeiro, a infratora estipulava “multas” abusivas imediatas, elevando a cobrança para valores de até R$ 300 por dia de atraso.

Para embasar a denúncia materialmente e comprovar a rotina de coação, as duas vítimas apresentaram aos policiais militares um histórico impresso de comprovantes de transferências bancárias eletrônicas efetuadas de forma recorrente para as contas indicadas pela suspeita.

Os extratos bancários foram indexados ao procedimento de flagrante como prova técnica do fluxo de capitais gerado pelo esquema de exploração e demonstram a frequência com que as cobranças eram operadas sob o pretexto de manutenção do espaço de trabalho urbano.

As vítimas detalharam no boletim de ocorrência que o pagamento das taxas não era uma negociação voluntária, mas um ato de sobrevivência decorrente de forte pressão psicológica. A detida utilizava frequentemente o nome de um suposto comparsa do sexo masculino para intimidar as profissionais do sexo.

Em mensagens e diálogos diretos, a intermediária afirmava que esse homem — cuja qualificação e existência real ainda se encontram sob análise — seria acionado imediatamente para aplicar agressões físicas e atos graves de violência caso os valores estipulados em sua tabela punitiva sofressem atrasos.

A Polícia Civil do Estado de Goiás assumiu a condução do inquérito policial e iniciou diligências de campo para mapear o perímetro de atuação da autuada. O objetivo principal do monitoramento técnico é identificar a qualificação jurídica do segundo envolvido nas ameaças orais e averiguar se outras garotas de programa operavam na mesma região sob o mesmo regime de servidão financeira e coação.

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