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Conselho de Ética abre processo que pode cassar Cunha

Por Wania Pinheiro, ContilNet Fonte: Veja 03/11/2015 às 14:14

Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), agora terá de se defender também no Conselho de Ética da Casa. O colegiado instaurou nesta terça-feira processo que pode levar à cassação do mandato do peemedebista por envolvimento no propinoduto da Petrobras. Como a investigação pode durar até 90 dias, uma decisão definitiva só deverá ser tomada no ano que vem.

Cunha passou a ser alvo do Conselho de Ética após PSOL e Rede ingressarem com ação pedindo a perda do mandato por quebra de decoro parlamentar pelas suspeitas contra ele – o peemedebista foi citado em depoimentos de investigados pela Operação Lava Jato como um beneficiário de 5 milhões de dólares do esquema de desvios de recursos da Petrobras. As legendas alegam que Cunha não prestou esclarecimentos sobre as suas contas bancárias secretas mantidas na Suíça. Pior: mentiu durante depoimento à CPI da Petrobras justamente por ter negado possuir conta no exterior.

Relator – Nesta tarde, foram sorteados três deputados para assumir a relatoria do caso: José Geraldo (PT-PA), Vinicius Gurgel (PR-AP) e Fausto Pinato (PRB-SP). Adversário político de Cunha, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que disputou as eleições pela presidência da Câmara contra o peemedebista, atendeu ao apelo do presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA), e aceitou não disputar a relatoria.

José Carlos Araújo (PSD-BA) disse que vai conversar individualmente com os três deputados e escolher um deles até quarta-feira. A primeira função do relator será elaborar, em até dez dias, um documento pela admissibilidade da investigação ou arquivamento imediato.

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