22/09/2026

Defesa de Gladson chama operação da PF de “perseguição”

Durante a ação, teriam sido apreendidos o celular do candidato e três veículos de sua propriedade

Por Redação ContilNetAtualizado
Em nota, a defesa questionou o momento da ação, classificou as medidas como “abusivas” | Foto: Pedro Devani/Secom

A campanha do ex-governador e candidato ao Senado Gladson Cameli (PP) se manifestou após a operação da Polícia Federal realizada na na manhã desta terça-feira (22), em Rio Branco.

Em nota, a defesa questionou o momento da ação, classificou as medidas como “abusivas” e sustentou que houve descumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A manifestação ocorre após agentes da Polícia Federal cumprirem diligências na residência de Gladson, no condomínio Recanto Verde, na capital acreana. Durante a ação, teriam sido apreendidos o celular do candidato e três veículos de sua propriedade.

Na nota, a campanha afirma causar “estranheza” que uma operação tenha sido deflagrada às vésperas da eleição e alega que influenciadores, blogs e sites ligados a adversários teriam obtido informações antecipadamente. A defesa não apresentou, na nota, provas dessa alegação.

Segundo a manifestação, Gladson e seus advogados ainda não teriam tido acesso às razões que fundamentaram a diligência no momento em que informações sobre a operação começaram a circular.

“Mais uma vez, tanto o candidato quanto sua assessoria jurídica se colocaram à disposição da Justiça, no intuito de colaborar com os esclarecimentos pela certeza de inocência”, afirma a campanha.

Defesa cita decisão do STF

Outro argumento levantado pela defesa diz respeito à ADPF 1017, julgada pelo Supremo Tribunal Federal. No processo, a Corte estabeleceu proteção contra a adoção de medidas cautelares em desfavor de candidatos a cargos majoritários desde os 15 dias anteriores ao primeiro turno até 48 horas após o término de eventual segundo turno.

A jurisprudência surgiu a partir do caso do então governador de Alagoas Paulo Dantas e alcançou medidas cautelares além da prisão. Em decisão posterior relacionada ao caso, o STF também tratou especificamente de busca e apreensão que pudesse interferir injustificadamente no equilíbrio eleitoral.

A defesa de Gladson sustenta que a operação desta terça ocorreu dentro desse período de proteção e, por isso, representaria descumprimento da decisão do Supremo. A eventual aplicação da ADPF 1017 às circunstâncias específicas da operação realizada no Acre dependerá da análise jurídica do caso.

“Continuam as medidas que consideramos abusivas e de clara perseguição com o intuito de influenciar o resultado eleitoral”, declarou a campanha.

A nota também afirma que provas de processo envolvendo Gladson teriam sido produzidas ilegalmente e acusa o uso “eleitoreiro” das instituições. As afirmações representam a posição da defesa do candidato.

A campanha encerra a manifestação dizendo confiar na Justiça e no eleitor acreano.

Veja a nota na íntegra:

NOTA OFICIAL DA CAMPANHA DE GLADSON CAMELÍ

Causa estranheza que, às vésperas do processo eleitoral, seja deflagrada uma operação onde alguns influenciadores, blogs e sites de militantes a serviço de adversários tiveram informações e acesso antecipado para noticiar de forma sensacionalista e pejorativa com o claro interesse de atingir e prejudicar a imagem da candidatura de Gladson Camelí, sem que ele ou seus advogados sequer tivessem acesso às razões da diligência.

Mais uma vez, tanto o candidato quanto sua assessoria jurídica se colocaram a disposição da Justiça, no intuito de colaborar com os esclarecimentos pela certeza de inocência. É fundamental destacar que, conforme já decidido pelo Supremo Tribunal Federal, a alta corte do país, as provas do processo que acusa Gladson Camelí foram comprovadamente produzidas de forma ilegal. Ainda assim, continuam as medidas que consideramos abusivas e de clara perseguição com o intuito de influenciar o resultado eleitoral. Prova disso é o descumprimento de uma decisão do Supremo Tribunal Federal da ADPF 1017 que proíbe nos 15 dias que antecedem a eleição esse tipo de medida cautelar contra candidatos a cargos majoritários. A lei deveria servir para todos com a missão de proteger, não para perseguir e intimidar.

Confiamos na Justiça. Mas acima de tudo, confiamos em Deus e na sabedoria do eleitor acreano que está atento ao uso eleitoreiro das nossas instituições para perseguir e tentar influenciar o resultado das eleições.

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