O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino estendeu, nesta quinta-feira (5/3), a suspensĂŁo da quebras dos sigilos bancário e fiscal da CPMI do INSS a todos os investigados pela comissĂŁo, entre eles o empresário Fábio LuĂs Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisĂŁo se soma Ă suspensĂŁo da quebra de sigilo da lobista Roberta Luchsinger na quarta-feira (4/3).
No parecer, o magistrado criticou o fato do colegiado ter tomado a decisĂŁo em votação “em globo” no dia 26 de fevereiro. Na sessĂŁo, os parlamentares votaram por “contraste visual”, mĂ©todo em que nĂŁo há contagem precisa de votos e em que apuração Ă© feita com base no nĂşmero de pessoas em pĂ© ou com a mĂŁo levantada.
“Desse modo, assim como um Tribunal nĂŁo pode quebrar sigilos bancários de empresas e cidadĂŁos com decisões “em globo” e simbĂłlicas (em uma espĂ©cie de “olhĂ´metro”), um ĂłrgĂŁo parlamentar nĂŁo pode fazĂŞlo. Dizendo de outro modo, a simetria – neste caso – há de prevalecer de modo quase total”, argumentou.
Dino ponderou que a CPMI pode deliberar mais uma vez sobre o tema, caso ache necessário. AlĂ©m disso, ressaltou que a suspensĂŁo nĂŁo inclui quebras de sigilos impostas pela PF. “Por Ăłbvio, esclareço que a decisĂŁo de ontem e a presente decisĂŁo nĂŁo tĂŞm qualquer relação e nĂŁo invalidam quebras de sigilo efetuadas na investigação da PolĂcia Federal, sob a supervisĂŁo do STF, em procedimentos prĂłprios”, explicou.

