O senador Flávio Bolsonaro (PL) fez um apelo aos Estados Unidos para que não avancem com a proposta de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Durante audiência realizada nesta terça-feira (7), em Washington, o parlamentar afirmou que este seria o “pior momento possível” para a adoção da medida, argumentando que a taxação prejudicaria a população brasileira e poderia influenciar o cenário político do país.
A audiência foi promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que avalia a possibilidade de aplicar tarifas sobre produtos importados do Brasil.
Em sua manifestação, Flávio defendeu que a medida penalizaria os brasileiros, enquanto beneficiaria aqueles que, segundo ele, são responsáveis pelo atual impasse comercial.
“Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter — premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências — seria o pior momento possível para agir”, afirmou.
O senador também reiterou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que a investigação conduzida pelo USTR foi utilizada politicamente pelo governo federal. Segundo ele, a aplicação das tarifas acabaria sendo explorada durante o período eleitoral.
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Defesa do Pix
Durante a audiência, Flávio Bolsonaro também saiu em defesa do Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central, que passou a integrar as discussões do USTR durante a análise da política comercial brasileira.
O senador afirmou que o Pix não representa uma ameaça ao mercado norte-americano e argumentou que o sistema ampliou a inclusão financeira no Brasil sem prejudicar empresas internacionais do setor de pagamentos.
“O Pix não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — para a economia formal”, declarou.
Segundo Flávio, o sistema brasileiro complementa, e não concorre com, os serviços prestados por empresas americanas do setor financeiro.
Antes da audiência, o senador já havia encaminhado um ofício ao USTR solicitando o adiamento da possível taxação, sob o argumento de que a medida teria impacto econômico e político sobre o Brasil.
