Se fosse para escolher a frase preferida e mais repetida por Sergio Moro nessas primeiras semanas de sua incursĂŁo polĂtica, seria difĂcil hesitar: “o DNA do combate Ă corrupção está no meu sangue”. É rarĂssimo o ex-juiz conceder uma entrevista ou fazer um pronunciamento e nĂŁo lançar mĂŁo dessa expressĂŁo de efeito. Essa bandeira Ă© a tĂ´nica de seu discurso.
Nos últimos dias, o glossário de Moro tem agregado novas frases, mas já repetidas e até publicadas em suas redes. Em entrevistas a rádios de Pernambuco, nos últimos dias, ele repetiu que “as pessoas estarão em primeiro lugar, as pessoas acima de tudo”, capitalizando em cima do slogan de seu ex-chefe, Jair Bolsonaro, que prega “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.
Nesses primeiros dias submetido ao universo polĂtico, Moro está tendo que responder quase que diariamente por questionamentos que evitava atĂ© agora. Ao menos nessa intensidade. Sempre que precisa responder sobre acusações de que atuou na Lava Jato em parceria duvidosa com o MinistĂ©rio PĂşblico e com parte da imprensa, ele responde: “Tenho muito orgulho do que fiz na Lava Jato”.
Seus argumentos de defesa também se repetem.
Quando entra o assunto Lula, cujas condenações foram anuladas e o ex-juiz foi colocado sob suspeição pelo STF, Moro diz que “as decisões foram mantidas em tribunais de apelação, como o de Porto Alegre e STJ”.
Ao justificar o que foi fazer no governo Bolsonaro, ao aceitar o convite para ser ministro da Justiça, o pré-candidato ao Palácio do Planalto repete que “mais de 50 milhões votaram em Bolsonaro. Era uma esperança”.
Sergio Moro tem apostado em muita exposição nesse primeiro momento desde que se lançou na polĂtica. Ainda vai conceder muitas entrevistas. SĂŁo dezenas de convites acumulados e que estĂŁo nas mĂŁos de sua assessoria.


