Os secretários de Estado de Planejamento, Márcio Veríssimo, e de Fazenda, Joaquim Manoel Mansour Macedo, compareceram na manhã desta quarta-feira (7) na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) para tentar esclarecer alguns pontos relativos ao orçamento do Estado para 2017, cuja previsão de gastos é praticamente igual aos do ano de 2016.

A previsão de gastos em 2017 é praticamente igual aos do ano de 2016/Foto: Régis Paiva -ContilNet
Mesmo com os questionamentos apresentados por conta das reduções dos recursos de algumas secretarias e órgãos, os representantes governamentais destacaram que as reposições salariais já negociadas com os sindicatos estão garantidas. Conforme revelou Márcio Veríssimo, a expectativa é de crescimento e de, ao longo do ano, o Estado receba mais recursos que o programado. Mas o secretário salientou o problema do déficit com relação aos aposentados, cuja despesa mensal negativa é de R$ 20 milhões ao mês.
Questionado pela deputada Eliane Sinhasique sobre o porcentual de 30% de liberdade para o Estado alterar o orçamento sem autorização da Aleac, Márcio disse ser uma estratégia comum em todas as esferas, mas não viu problema em reduzir para os mesmos 20% dos municípios e da União.
O deputado Daniel Zen disse ser o orçamento uma expectativa que se realiza ou não ao longo do ano. O deputado disse ainda que pela primeira vez os cortes orçamentários foram distribuídos por todos os órgãos e poderes, que não ficaram somente sobre o Executivo.
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento não ficou muito contente com as explicações oficiais sobre as perdas orçamentárias. Para ela, o foco dos administradores públicos sempre passa longe das necessidades da população carente.
